Nobel da Paz x Trump: vencedora cobra 'seriedade' e diz que EUA devem voltar a defender direitos humanos
Navi Pillay, jurista sul-africana que julgou genocídio em Ruanda, vence Nobel da Paz 2026 A jurista sul-africana Navi Pillay, vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2026, pediu nesta terça-feira (13) que os Estados Unidos retomem seu papel histórica de defesa dos direitos humanos e da liberdade no mundo, em contraste à postura adotada pelo governo norte-americano durante o 2º mandato de Donald Trump. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “Minha mensagem é: ‘Vocês precisam voltar a desempenhar seu papel de liderança com seriedade, exercendo uma função libertadora para o resto do mundo’”, disse Pillay, de 85 anos, à agência de notícias Reuters em Haia, onde atua atualmente como juíza da mais alta instância judicial das Nações Unidas, a Corte Internacional de Justiça (CIJ).
A fala de Pillay contrasta com a atual postura isolacionista e antiglobalista do governo Trump, que nos últimos meses tem reduzido sua contribuição a organizações de ajuda humanitária pelo mundo, feito ataques à Organização das Nações Unidas (ONU) e atualmente faz uma investida para acabar com o Tribunal Penal Internacional (TPI).
Em entrevista à Reuters nesta terça, Pillay também criticou as sanções contra o TPI anunciadas pelo governo Trump horas após ela ter sido laureada com o Nobel da Paz, na última sexta-feira.
A jurista trabalhou na corte internacional entre 1995 e 2008. 👉 O TPI julga crimes de guerra e contra a humanidade e ficou em evidência nos últimos anos por ter emitido mandados de prisão contra o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Não é de hoje que Washington demonstra hostilidade em relação à corte, com imposição de sanções a seus promotores e juízes.
No entanto, a medida mais recente foi além e prevê punição a empresas que prestam serviços ao tribunal.
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