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Voto árabe ganha força em Israel, mas impacto na eleição ainda é incerto

UOL Notícias ·
Voto árabe ganha força em Israel, mas impacto na eleição ainda é incerto

Apoiadores do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, levantaram dúvidas sobre interferência internacional nas eleições do país após o melhor desempenho da história dos blocos árabes nas eleições. As suspeitas foram minimizadas por órgãos oficiais , mas o papel real desse voto na formação de um novo parlamento vai depender de muitos fatores.

Formação do novo governo pode levar meses. Com as urnas totalmente apuradas, o presidente do país, Isaac Herzog, conversará com o líder do bloco partidário com mais votos e dará 28 dias para que ele forme uma coalizão monte um governo. Esse prazo pode ser adiado por mais duas semanas, levando o total de dias a 42.

Caso essa negociação não funcione, Herzog pode indicar outro parlamentar, que terá mais 28 dias para tentar formar uma coalizão . Enquanto isso, Netanyahu seguirá como premiê interino do país.

Se nenhum bloco conseguir formar a maioria, é possível que um governo minoritário assuma o poder, sendo apoiado por outros blocos que não sejam necessariamente parte do governo. Sem a maioria na casa legislativa, porém, o governo que assumir vai precisar negociar constantemente a aprovação de leis e projetos.

Sem acordos para formar nem mesmo um governo minoritário, novas eleições podem ser convocadas. O presidente de Israel, Herzog, já pediu que as partes fizessem "todo o possível" para evitar novas eleições.

As apurações preliminares de mais de 90% das urnas apontam que nenhum dos blocos formou maioria para governar o país . Enquanto o bloco pró-Netanyahu tem 53 cadeiras, oito a menos do que a maioria da Casa, o seu principal bloco opositor, liderado por Gadi Eisenkot, tem 48 assentos, 13 a menos do que o necessário para formar maioria.

Essas mesmas projeções mostram que o bloco formado por partidos árabes terão 19 cadeiras no Knesset. Caso as projeções se mantenham, este número de cadeiras, que soma a Lista Conjunta e o Ra'am, pode ser decisivo para escolher um novo governo.

Caso as 19 cadeiras do bloco árabe sejam confirmadas, este será o melhor desempenho dos israelenses palestinos na história do Knesset. Até então, a maior quantidade de cadeiras de um bloco árabe foi em 2020, quando os partidos conseguiram 15 assentos.

Os partidos árabes sinalizaram que podem apoiar um governo de oposição a Netanyahu, sem participar de uma coalizão. O líder da Lista Unificada, Youssef Jabareen, declarou-se disposto a "apoiar, sem integrar" um governo de oposição. "Não vemos como poderíamos participar de uma coalizão nas circunstâncias atuais", declarou à AFP.

O partido Ra'am também sinalizou que está aberto a uma aliança. A resistência dos partidos palestinos em compor um novo governo acontece principalmente pela guerra em Gaza e a situação na Cisjordânia ocupada, onde aumentaram os assentamentos israelenses - considerados ilegais pelo direito internacional - e os ataques violentos de colonos.

Os principais obstáculos para o endosso dos árabes a um novo governo são os líderes dos partidos com mais votos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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