TSE adia reunião que debateria limites para uso de IA nas eleições
Os ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiram adiar a reunião prevista para esta quinta-feira (13) que debateria os limites do uso de Inteligência Artificial nas eleições deste ano.
O encontro havia sido agendado para depois da sessão de julgamento do tribunal, que começou às 10h.
Segundo apurou a CNN, porém, os ministros consideraram que ela acabou muito tarde e decidiram remarcar a reunião.
Ainda não há nova data para o encontro.
O objetivo da reunião era buscar um entendimento comum sobre o uso de IA nas eleições antes de julgar definitivamente a ação que questiona um vídeo gerado por inteligência artificial em que Jair Bolsonaro (PL) declara apoio à candidatura do filho, Flávio Bolsonaro (PL), à Presidência da República.
Entidade pede que WTA abandone política de testes de sexo no tênis feminino Cruzeirense é condenado por matar torcedor do Atlético-MG em emboscada Plano econômico de Flávio inclui Judiciário em ajuste fiscal O vídeo foi exibido durante a convenção nacional do PL e simulava um pronunciamento de Jair Bolsonaro em favor do filho.
O ex-presidente, no entanto, está proibido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) de fazer qualquer manifestação político-partidária ou se comunicar com o “mundo externo” por meio de redes sociais.
A regra é parte das restrições legais impostas a ele após a condenação de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Após a exibição do vídeo, o PT (Partido dos Trabalhadores) questionou a legalidade da peça no TSE.
O resultado desse julgamento, portanto, definirá até onde a Justiça Eleitoral pode permitir o emprego da tecnologia sem abrir espaço para manipulações e abusos.
As discussões devem estabelecer um precedente sobre a utilização de deepfakes e vídeos manipulados nas eleições, especialmente em conteúdos relacionados à pré-candidatura ou ao período pré-campanha.
A expectativa era que, com a construção de um consenso na reunião, o processo já fosse pautado para ser votado na próxima semana.
Com o adiamento, o julgamento também deve ficar para depois.
O tema divide magistrados, especialistas e políticos e terá impacto no processo eleitoral deste ano.
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