Colômbia: terremoto de 7,4 se torna primeiro desafio do novo presidente Abelardo de la Espriella
Ao assumir a presidência da Colômbia em 7 de agosto, Abelardo de la Espriella tinha uma agenda clara de prioridades. Mas seu início de mandato foi tomado por uma catástrofe: um terremoto de magnitude 7,4 que deixou ao menos 181 mortos e mais de 1.300 feridos, segundo um balanço provisório. O líder da extrema direita decretou estado de emergência e a mobilização da ajuda internacional começa a se organizar.
Com informações de Najet Benrabaa, correspondente da RFI em Medellín, e agências
A Colômbia está em choque após um forte terremoto de magnitude 7,4 atingir a região de Chocó , no oeste do país, na segunda?feira (10). Com o estado de emergência decretado e ao menos seis aeroportos fechados, equipes de resgate correm contra o tempo para localizar sobreviventes sob os escombros.
Até o momento, as autoridades contabilizam 181 mortos e mais de 1.300 feridos - números que devem aumentar nas próximas horas. Só em Cali, no oeste do país, a terceira maior cidade da Colômbia, foram registradas 35 mortes, 700 feridos e 188 desaparecidos.
Mais de 160 edifícios foram destruídos e milhares de moradias sofreram danos. Os esforços de socorro se concentram no departamento de Chocó, onde fica San José del Palmar, pequena cidade próxima à costa do Pacífico e epicentro do tremor, registrado às 7h34 da manhã, pelo horário local.
Até o momento, nenhum alerta de tsunami foi emitido. Um toque de recolher foi instaurado, e militares foram mobilizados em várias cidades após episódios de saques.
Para Pascal Drouhaud, presidente da associação Latfran e especialista em política da América Latina, a catástrofe permite a Abelardo de la Espriella aplicar o que ele prometeu durante a campanha presidencial, principalmente restaurando a autoridade do Estado. "Seria impossível estar bem preparado para esta tragédia, levando-se em conta a intensidade do terremoto, mas é importante destacar que o governo marcou presença e reagiu imediatamente, diferentemente do que aconteceu durante o terremoto na Venezuela. O presidente colombiano fez um apelo à união nacional, como um Estado que age a serviço de todos, o que é coerente com a linha que ele definiu durante sua campanha", avalia.
Apesar de imagens do terremoto na Venezuela, em junho , ainda estarem presentes na memória coletiva, a situação na Colômbia é bem diferente, tanto pela reação imediata do governo quanto pela natureza dos danos.
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