Com indicação do que será a temporada, Palmeiras sobrevive na Libertadores
O Palmeiras ia fazendo um péssimo primeiro tempo contra o Cerro Porteño, em Assunção. Não errava uma; errava todas. Universalmente mal. De Carlos Miguel a Vitor Roque, errava muitos passes, errava até tiro de meta. Desorganizado e espaçado, quase tomou um gol aos 2 minutos e outro aos 18.
Quando Murilo se projetou à linha de fundo criando a melhor chance do jogo até ali, seguido de um belo chute de Evangelista, ficou claro que a esperança repousava na defesa alviverde. Na sequência, Jhon Arias bateu o escanteio na medida e Gustavo Raul Gómez Portillo subiu para marcar de cabeça seu 15o gol na Copa Libertadores, aos 40 minutos. Nove edições seguidas deixando gols na competição.
Na segunda etapa, o nervosismo mudou de lado e o Cerro passou a falhar mais. O Alviverde continuou sem brilhantismo, mas criando algumas oportunidades, pelos pés de Arias, Allan, Flaco e pelo alto nas bolas paradas.
Aos 29, Maurício finalmente entrou no lugar de Vitor Roque. Aos 32, teve a primeira chance e bateu mal. Três minutos depois, a arbitragem não deu pênalti quando a bola batida por Marlon Freitas tocou no braço de Velázquez. Já nos acréscimos, Carlos Miguel defendeu um forte chute de Pablo Vegetti.
Sob forte chuva, o Palmeiras fez o mínimo para sobreviver na Libertadores, contra um adversário que costumava vencer com alguma tranquilidade.
Houve um tempo em que os comandados de Abel Ferreira sobravam em campo. Houve um tempo em que os comandados de Abel Ferreira quase não erravam. Já não é o caso. O Palmeiras de 2026 pode até arrancar as vitórias necessárias para chegar à final, mas tudo indica que a jornada será mais sofrida do que em outras temporadas. Se continuar como está, vai ser na base da sobrevivência. E de Gustavo Gómez.
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