Premiê francês culpa grupos de extrema esquerda por violência em protestos
O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, atribuiu a grupos da extrema esquerda parte da responsabilidade pelos episódios de violência, saques e depredações registrados durante os protestos do último fim de semana no país.
Após reunião de crise do governo, Lecornu afirmou que os atos não podem ser tratados apenas como desdobramento espontâneo das manifestações contra o alto custo de vida e os problemas na rede pública de ensino.
Segundo ele, grupos radicais teriam tentado explorar o cenário de insatisfação social para provocar tumultos e atacar instituições, comércios e forças de segurança.
A acusação é uma posição do governo francês.
Até esta terça-feira, 20, as autoridades não haviam divulgado detalhes públicos sobre quais organizações ou indivíduos estariam ligados a um eventual “plano insurrecional”.
Governo reforça segurança e impõe restrições A escalada de violência levou o governo a ampliar as medidas de segurança em grandes cidades.
Toques de recolher localizados foram adotados em áreas de Paris, Lyon, Lille, Bordeaux e Nice, enquanto uma nova mobilização prevista para sábado deve contar com efetivo policial reforçado.
Lecornu afirmou que o objetivo é evitar novos saques e ataques a prédios públicos, além de proteger comerciantes afetados pelos distúrbios.
Segundo o governo, investigadores também passaram a analisar imagens de câmeras de segurança para identificar envolvidos em crimes cometidos durante os protestos.
Mais de 2,4 mil pessoas foram detidas desde o sábado, de acordo com dados divulgados pelas autoridades.
O Ministério da Justiça informou que dezenas de suspeitos já foram colocados em prisão provisória ou encarcerados após o início dos procedimentos judiciais.
Protestos começaram com estudantes As mobilizações tiveram início em setembro, impulsionadas por estudantes que cobravam melhores condições de ensino, infraestrutura escolar e mais recursos para a educação pública.
Nas semanas seguintes, sindicatos, trabalhadores e outros movimentos sociais aderiram aos atos.
A pauta se ampliou para questões como inflação, custo da moradia, aluguéis elevados e redução de serviços públicos.
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