Exército italiano retira mais de 250 explosivos da Primeira Guerra nas Dolomitas
O Exército da Itália concluiu uma operação de retirada de mais de 250 artefatos explosivos remanescentes da Primeira Guerra Mundial nas Dolomitas, cadeia montanhosa localizada no extremo norte do país.
A ação, encerrada na última sexta-feira (16), teve como objetivo reduzir os riscos associados à presença de munições antigas em áreas de montanha frequentadas por moradores e turistas.
Os trabalhos foram conduzidos por especialistas do 2º Regimento de Engenheiros de Desativação Alpina, integrante da Brigada Julia, com a participação de técnicos de órgãos públicos e administrações locais.
A operação fez parte da campanha de verão das Forças Armadas italianas, período em que as condições de acesso às áreas montanhosas favorecem a localização e a remoção de materiais bélicos deixados durante os combates ocorridos há mais de um século.
Militares neutralizaram 55 explosivos na última semana Na etapa final da operação, os militares concentraram suas atividades na região de Primiero, em Trentino-Alto Ádige, onde foram identificados e neutralizados 55 artefatos explosivos.
Entre os materiais encontrados estavam 18 projéteis de artilharia italianos de calibre 75 milímetros e 37 bombas de morteiro do modelo Thevenot, de fabricação francesa.
Esse tipo de armamento também foi utilizado pelo Exército Real Italiano durante a Primeira Guerra Mundial, conflito que ocorreu entre 1914 e 1918.
As equipes especializadas atuaram na identificação e na neutralização dos materiais, seguindo procedimentos de segurança destinados a evitar detonações acidentais.
Além de Primiero, os militares realizaram trabalhos em diferentes grupos montanhosos e áreas de geleiras das Dolomitas.
Região turística ainda guarda armamentos de mais de um século As Dolomitas estão entre os destinos de montanha mais conhecidos da Itália, atraindo visitantes interessados em trilhas, escaladas e paisagens alpinas.
A região também preserva vestígios de um dos capítulos mais importantes da história militar italiana.
Durante a Primeira Guerra Mundial, as montanhas foram palco de confrontos entre tropas da Itália e do Império Austro-Húngaro.
Entre 1915 e 1918, soldados dos dois lados construíram trincheiras, fortificações e posições de combate em terrenos de difícil acesso.
Parte dessas estruturas permanece visível até hoje, transformando algumas áreas das Dolomitas em locais de interesse histórico, além de turístico.
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