Capoeira vira instrumento pedagógico em escola comunitária de Salvador
Na roda de capoeira, crianças e adolescentes aprendem a gingar, cantar, tocar instrumentos e respeitar adversários.
Mas também é dentro dela que são repassados ensinamentos fundamentais para a vida, nos quais alunos descobrem maneiras de se relacionar com outras pessoas, desenvolvem a coordenação motora, fortalecem a autoestima e encontram um espaço para crescer em diversos âmbitos.É nessa conexão que o Centro de Treinamento e Estudos da Capoeiragem (CTE Capoeiragem) desenvolve o Capoeiragem Mirim, um projeto social que utiliza a capoeira como ferramenta para o desenvolvimento da cultura, esporte e cidadania.O que começou há mais de 30 anos, quando dois jovens se aproximaram de um professor de capoeira na comunidade do Bate Facho, em Salvador, hoje alcança quase 500 crianças e jovens.Na época, o idealizador do projeto, Ricardo Carvalho, o Mestre Balão, passou a ensinar a prática gratuitamente para os rapazes.
Naquele momento, Balão ainda não tinha um projeto estruturado, mas no seu interior, havia a convicção de que a capoeira poderia ser muito mais do que uma atividade física."Eu sabia que capoeira era uma ferramenta de formação social e educacional, mas eu era muito jovem.
Então eu vim trabalhando a capoeira dentro da sua plenitude, da forma que estava no meu coração, o que eu tinha aprendido diante de alguns anos já de prática", contou Balão ao portal A TARDE.
Ricardo Carvalho - Mestre Balão - Foto: Ana Albuquerque/Ag.
A TARDE Anos depois, a iniciativa se transformou em um programa conceituado, mas preservou a ideia de origem: oferecer às crianças um espaço de aprendizado, convivência e valorização das próprias raízes.Hoje, o projeto mantém unidades em Salvador, outras cidades da Bahia, e estados como São Paulo e Sergipe, através de profissionais se unem para contribuir com o desenvolvimento dos participantes.
Visita à matriz do CTE Capoeiragem - Foto: Ana Albuquerque / Ag.
A TARDE Ferramenta para mudança de trajetóriaO projeto foi efetivado em 2002, quando as aulas começaram a ser realizadas em uma associação na mesma comunidade.
Lá, a capoeira passou a fazer parte do cotidiano pedagógico, mas na época, o espaço enfrentava dificuldades de infraestrutura.Anos depois, a instituição passou por uma transformação e se consolidou como Escola Comunitária do Bate Facho, local onde funciona um dos núcleos do Capoeiragem Mirim até hoje.
Nesta época, Balão decidiu retomar o trabalho de maneira mais estruturada, ao lado inclusive de antigos alunos, como Neriton de Araújo Ferreira, o Mestre Coruja.Como foi aluno do projeto antes de se tornar professor, Mestre Coruja conhece o processo por outro ângulo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.