Funcionário da Alerj preso denunciado por vender fuzis para o TCP tem registro de CAC e teve dois 7.62 apreendidos
Operação da PF e do MPRJ mira venda de armas ao TCP e O ex-funcionário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) preso em um hotel de luxo na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, suspeito de vender fuzis para o Terceiro Comando Puro (TCP) apresentou um registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
Com Marcel Rodrigues Fernandes, foi encontrado um fuzil calibre 7.62 no quarto de hotel, que tinha vista para o mar.
Na casa dele em Angra dos Reis, também encontraram um fuzil do mesmo calibre.
Por ser CAC, ele não foi preso por estar com as armas, mas sim porque tinha um mandado de prisão em aberto, que foi cumprido na Operação Magen nesta quarta (7).
Ao todo, foram 7 mandados de prisão.
O policial civil Carlos Barnabé Souza se entregou nesta quinta (8).
O único foragido da operação é considerado chefe do Terceiro Comando Puro, o Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão.
Segundo a investigação, Barnabé forneceria informações sigilosas para que integrantes do grupo extorquissem de criminosos com mandados de prisão em aberto.
Segundo as investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Marcel Rodrigues Fernandes recebia cerca de R$ 8 mil por mês quando ocupava um cargo comissionado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), mas movimentou mais de R$ 33 milhões em 5 anos. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Alvo da Operação Magen foi preso em um hotel na Barra da Tijuca Reprodução/TV Globo De acordo com a investigação, Marcel ocupou um cargo comissionado na Alerj até outubro de 2025.
Ele também teve um cargo no Detran-RJ, do qual foi exonerado em maio deste ano.
A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf), do MPRJ, em conjunto com a PF.
A ação teve como alvo um grupo acusado de negociar armas para o Terceiro Comando Puro (TCP), facção chefiada por Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, e de fornecer informações sigilosas para integrantes da organização criminosa.
As apurações começaram com a análise de um celular atribuído a Peixão.
Segundo os investigadores, conversas encontradas no aparelho mostram como o traficante utilizava policiais e outros agentes para adquirir armamentos para a quadrilha.
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