Vazamento de petróleo no Golfo Pérsico caminha para se tornar o pior em anos, alertam agências
LONDRES, 12 Ago (Reuters) - Um vasto derramamento de petróleo no Golfo Pérsico está se tornando rapidamente um dos piores do mundo nos últimos anos, após ter se espalhado quase sem controle por semanas, segundo agências internacionais, imagens de satélite e grupos ambientalistas.
A mancha de óleo na costa de Omã, proveniente de um petroleiro encalhado que transportava petróleo russo, teria atingido o continente até quarta-feira, informou a agência de navegação da ONU à Reuters.
A mancha agora cobre uma área de mais de 2.000 km², disse John Amos, especialista em derramamentos de petróleo que analisou imagens de satélite obtidas pela Reuters.
O Caroline Bezengi, que transportava cerca de 800 mil barris de petróleo russo e estava sujeito a sanções internacionais, encalhou em 30 de junho em uma ilha de Omã que faz parte de uma reserva natural marinha.
O navio relatou dificuldades pela primeira vez ao largo do Iêmen em 8 de junho. Fontes marítimas afirmaram que parece ter ocorrido uma explosão a bordo do Caroline Bezengi.
Nenhuma parte assumiu a autoria do ataque, mas a embarcação navegava por duas zonas de conflito distintas em sua viagem da Rússia para a Índia.
Em abril, ele partiu do porto de Novorossiysk, no Mar Negro, um ponto nevrálgico da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A Ucrânia realizou ataques contra a chamada “frota-sombra” que transporta petróleo russo, da qual o Caroline Bezengi faz parte.
Em seguida, o navio passou pelo Canal de Suez no final de maio, segundo dados de rastreamento, antes de passar pelo Iêmen, onde os militantes houthis, alinhados ao Irã, entraram em uma guerra regional mais ampla envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.