EUA revogam mais de 600 vistos contra 'turismo de nascimento', diz Rubio
Os Estados Unidos anunciaram hoje que revogaram mais de 600 vistos de "turismo de nascimento" no país. A prática, que consiste na viagem de uma pessoa grávida até os EUA exclusivamente para dar à luz, é mais uma sob a mira do governo Trump.
"A cidadania americana não está à venda", afirmou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ao anunciar as revogações. Em publicação na rede social X, Rubio mencionou "redes elaboradas que orientam os estrangeiros a fraudar o sistema de vistos".
Segundo o secretário, os mais de 600 vistos revogados foram resultado de um mês de fiscalização do governo. Esses grupos de trabalho analisam titulares de visto para averiguar possíveis fraudes cometidas por eles.
O Departamento de Estado usará todas as ferramentas disponíveis para desmantelar redes de turismo de nascimento e defender a integridade da cidadania dos EUA. Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA
Crianças nascidas nos EUA ganham cidadania automática do país, mesmo que seus pais sejam estrangeiros sem visto. Quando assumiu em 2025, Trump assinou uma ordem executiva para impedir a cidadania automática. Essa ordem foi derrubada em junho , mas o presidente prometeu recorrer.
No começo deste mês, o presidente assinou duas novas ordens executivas para negar o acesso à cidadania para estrangeiros. Além de "limitar o turismo de nascimento", essa ordem também quer negar cidadania a filhos de diplomatas que nasçam nos EUA durante missões oficiais.
Um balanço divulgado pelo país no começo da semana mostra que mais de 175 mil vistos foram revogados durante o governo Trump. De acordo com o Departamento do Estado, os documentos são de estrangeiros que "violaram os termos de seus vistos, cometeram crimes ou incitaram violência contra americanos".
Entre os exemplos de cidadãos estrangeiros que tiveram o visto revogado estão pessoas acusadas de estupro, agressão sexual e sequestro e tráfico de pessoas. O comunicado também cita estrangeiros que celebraram o assassinato de Charlie Kirk, incluindo um que afirmou "quando fascistas morrem, os democratas não reclamam" e outro que disse que "morreu tarde demais."
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