Gramado é a pauta da vez dos clubes na CBF após limite de estrangeiros
Esses temas formaram uma tríade de assuntos que chegaram à mesa no conselho técnico mais recente da Série A. Só que a CBF não levou a votação adiante, sob a promessa de que haveria estudos e um debate mais profundo no futuro.
Com os estrangeiros, a primeira parcela foi paga: redução gradual até 2030, de nove para cinco. Só Flamengo e Bahia votaram contra.
Para além da costura técnica, há o componente político das votações nas reuniões conduzidas pela CBF.
Os clubes, em geral, têm dado um voto de confiança às ideias da CBF. No bojo da discussão sobre a formação de liga única, a entidade trouxe primeiro itens que dizem respeito à melhora do produto.
A discussão sobre divisão de receitas vai ficar para depois. Além de questões de regulamento, horários e tempo de bola rolando, o passo que se aproxima diz respeito à estrutura. Por isso, o gramado está no próximo pacote.
A entidade tem adotado a estratégia de trazer discussões mais aprofundadas e com apresentações mais densas. Isso tem inibido quedas de braço — que antes aconteciam de forma acalorada no conselho técnico.
Nesse modelo, há brecha para discussão de temas específicos, em vez de abarcar todos os itens de um regulamento específico da competição.
Em relação aos estrangeiros, o Flamengo tentou puxar a derrubada da regra que veta uma transferência de um jogador dentro da Série A, caso ele ultrapasse o limite de 12 jogos por um time.
Sob o argumento de que o tema não estava na pauta no dia e que precisaria de mais estudos, a CBF não deixou que o item fosse submetido a votação.
De todo modo, a CBF já sinalizou que fará exigências estruturais que demandarão mobilização até mesmo dos clubes mais ricos.
E o meio para isso foi a forma de divisão das cotas da Copa do Brasil. A entidade vai definir uma valor fixo para os clubes da Séries A e B. E esse dinheiro será "carimbado" para pagamento de dívidas e melhorias estruturais.
Ainda não há previsão sobre quando haverá a discussão a respeito da redução do número de rebaixados. Há clubes que defendem que é preciso reduzir de quatro para três, como forma de diminuir a imprevisibilidade financeira e uma queda drástica de arrecadação para 20% da Série A.
Ao estudar o tema, a CBF percebeu que, de fato, seria uma boa reduzir a parcela de estrangeiros no Brasileirão.
A entidade até ponderou o argumento de que poderia gerar enfraquecimento do campeonato, em um primeiro momento, com a diminuição dos estrangeiros.
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