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Presidente do Fed admite que EUA enfrentam inflação ‘preocupante’

Opera Mundi ·
Presidente do Fed admite que EUA enfrentam inflação ‘preocupante’

O presidente do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, afirmou nesta sexta-feira (28/08) que a inflação no país continua sendo motivo de preocupação e indicou que a política monetária dificilmente pode ser considerada restritiva. As declarações reforçam um tom mais firme da autoridade monetária às vésperas de uma reunião sobre juros.

“No geral, seria difícil descrever as condições financeiras como restritivas”, afirmou Kevin Warsh durante seu primeiro discurso no simpósio anual de Jackson Hole, realizado em Wyoming, no oeste dos Estados Unidos.

As declarações eram aguardadas pelo mercado, diante da comunicação limitada de Warsh desde que assumiu o comando da instituição, em maio.

Diante de uma plateia formada por formuladores de políticas monetárias e autoridades econômicas, ele reiterou sua oposição à prática de sinalizar antecipadamente a trajetória futura das taxas de juros. Ainda assim, a mensagem transmitida deixou claro que o controle da inflação permanece como prioridade.

Em julho, os preços ao consumidor nos Estados Unidos avançaram 3,7% na comparação anual, acima da meta de 2% perseguida pelo Fed, objetivo que não é alcançado há mais de cinco anos.

Ao mesmo tempo, Warsh destacou o desempenho da economia americana, afirmando que ela “parece ter se fortalecido”. Sobre o mercado de trabalho, avaliou que “o país vai bem”.

O Fed tem o duplo mandato de garantir a estabilidade dos preços e promover o máximo emprego. Para conter a inflação, a instituição pode elevar os juros e desacelerar a atividade econômica. Já em cenários de enfraquecimento da economia, costuma reduzi-los para estimular o crescimento e o mercado de trabalho.

Nesse contexto, um discurso centrado na inflação tende a ser interpretado como um sinal de política monetária mais rígida. Warsh foi indicado pelo presidente Donald Trump , que tem defendido publicamente a redução dos juros para impulsionar a economia. Atualmente, a taxa básica está na faixa entre 3,50% e 3,75%.

Trump já havia exercido forte pressão sobre o antecessor de Warsh, Jerome Powell, que frequentemente se manifestava em defesa da independência do banco central. O novo presidente do Fed, por sua vez, não abordou o tema durante o discurso.

A próxima reunião de política monetária da instituição está marcada para meados de setembro.

No encontro anterior, três dos 12 integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, por sua sigla em inglês) com direito a voto defenderam uma alta dos juros. A maioria, porém, optou por manter as taxas inalteradas, nível em que permanecem desde dezembro de 2025.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.

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