Trump quer eleição de Flávio para colocar Brasil no Escudo das Américas
A dupla composta por Flávio Bolsonaro e o irmão entreguista Eduardo Bolsonaro, apelidado de Bananinha, está entusiasmada com o Escudo das Américas de Donald Trump, presidente norte-americano.
O Escudo das Américas tem como pretexto o combate ao "narcoterrorismo". Flávio Bolsonaro aplaudiu e já colocou o Escudo das Américas no plano de segurança pública da sua campanha.
Os 15 Estados nacionais aderentes, para ingresso, adotaram a doutrina trumpista do "narcoterrorismo".
Com efeito, esses Estados passaram a considerar organizações terroristas aquelas relacionadas pelo governo americano e, dentre tantas, o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho).
Trump exibiu o filme que o mundo todo já assistiu. Não gostou do resultado.
A nova produção intitulada Escudo das Américas nada mais é do que a repetição edulcorada da fracassada política da "War on Drugs" (guerra às drogas, em inglês).
Como todos recordam, a guerra às drogas nasceu do desespero do governo Richard Nixon.
Os militares americanos de então, sem ou de baixa patente, voltaram da Guerra do Vietnã dependentes de heroína.
Virou tragédia em termos de saúde pública e de famílias com dependentes químicos com graves crises de abstinência e sofrimento devastador.
Nixon buscou um pretexto para acalmar os eleitores americanos e, em especial, o eleitorado republicano, depois da aventura da guerra perdida.
A guerra às drogas começou com a repressão interna à comercialização e ao uso. Um retorno ao tempo da Lei Seca, de proibição das bebidas alcoólicas.
O presidente dos EUA Ronald Reagan, nos governos de 1981 a 1989, declarou a ampliação da política de guerra às drogas.
Ela passaria a ser também externa, ou melhor, combatida dentro e fora das fronteiras americanas.
Para tanto, demonizou os países de produção e os considerou como responsáveis pelo consumo planetário.
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