'Crianças de hoje usam drones para lançar bombas', diz Flávio em ato no Rio
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, focou seu discurso na segurança pública e atacou adversários políticos durante comício no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, hoje.
Flávio Bolsonaro defendeu endurecimento de penas e combate direto ao narcotráfico. O candidato propôs pena de oito anos de prisão para quem roubar telefones celulares e deu prazo até dezembro para os traficantes deixarem o país, alertando que vai declarar guerra a eles, ameaçando "neutralizar" quem resistir.
Quando eu era criança, empinava pipa. Hoje as crianças são aliciadas pelo tráfico para controlar drones que lançam bombas. Não é possível continuar assim. Flávio Bolsonaro
O candidato prometeu manter programas sociais e apoiar novos empreendedores. Ele afirmou que manterá o programa Bolsa Família e criará o "Minha Primeira Empresa" para quem quiser empreender, além de revelar que já recebeu mais de duas mil ameaças de morte.
O evento oficializou a candidatura de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio de Janeiro. Flávio criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o prefeito Eduardo Paes (PSD), comparando que "Paes e Lula são dos palácios, nosso candidato é das ruas".
O público demorou a preencher o ginásio do Maracanãzinho no início do comício. O ato estava previsto para as 9h, mas às 9h45 as arquibancadas ainda estavam vazias, lotando apenas após o início dos discursos, às 10h.
O ex-presidente Jair Bolsonaro não compareceu, mas foi representado por totens de papelão. O público que chegava ao ginásio era convidado a tirar fotos abraçado às reproduções em tamanho real do ex-presidente.
Outros aliados importantes da família Bolsonaro também estiveram ausentes do ato. O pastor Silas Malafaia, Michelle Bolsonaro e os ex-pré-candidatos ao Senado Cláudio Castro e Márcio Canella não compareceram ao ginásio.
Aliados usaram os discursos para defender anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. O deputado federal Eduardo Pazuello afirmou que as pessoas condenadas pelos atos antidemocráticos "precisam ser reparadas pelo Estado brasileiro".
O deputado federal Eduardo Pazuello (PL), candidato à reeleição, afirmou que as pessoas condenadas "precisam ser reparadas pelo Estado brasileiro". Douglas Ruas dividiu críticas a Lula e a Paes. Numa delas, afirmou que no Carnaval Paes e Lula "estavam rindo e sambando diante da lata de conserva, maior ataque à família" protagonizado durante o desfile das escolas de samba do Rio. No Carnaval deste ano, a Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula, usou conservas em lata para representar e criticar o suposto conservadorismo da família brasileira. O ato terminou às 12h15 e Flávio Bolsonaro saiu sem falar com a imprensa.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) aponta Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio Bolsonaro com 33% . Levantamento foi o primeiro do instituto após o início oficial da campanha e o registro das candidaturas.
Na simulação de segundo turno entre os dois, Lula aparece com 47% e Flávio, com 43%. Diferença entre os dois principais adversários diminuiu em relação a junho no cenário de primeiro turno.
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