De Xuxa a Neymar, os famosos que viraram objeto de pesquisa acadêmica
Sandy ganhou um papel fora dos palcos ao se tornar objeto de pesquisa científica.
No entanto, ela está longe de ser a única celebridade a despertar o interesse de pesquisadores acadêmicos.
Ao longo dos anos, artistas, apresentadores e até jogadores de futebol foram parar no centro de dissertações de mestrado e teses de doutorado.
E os temas investigados vão muito além de suas carreiras, passando por consumo, redes sociais, fama e alcance.
Parte disso é reflexo do empenho dos Estudos Culturais, um campo de estudo aberto que une várias áreas para entender como a cultura e o poder funcionam na vida das pessoas.
Eles surgiram no Reino Unido na década de 1950, com grande força na Universidade de Birmingham nos anos 1960.
A seguir, alguns famosos brasileiros que viraram objetos de pesquisa aprofundada.
Xuxa Meneghel , por exemplo, foi tema da dissertação de mestrado em Comunicação Social da PUC-Rio de Vanessa Patrícia Monteiro Campos .
Intitulada Querer, poder e conseguir – O processo da socialização para o consumo: o caso Xuxa (2006), a pesquisa analisou sua relação com o consumo infantil.
O trabalho investigou como as narrativas publicadas sobre a apresentadora em revistas para o público adolescente, entre 1986 e 1992, ajudaram a transformá-la em referência de consumo para uma geração de crianças.
Neymar também foi outra personalidade que chegou às bancas de mestrado.
Em Ostentação e masculinidade hegemônica no futebol: um estudo sobre as postagens de Neymar no Instagram (2022), dissertação apresentada por Ney Aluxan Perote Vasconcelos no mestrado em Comunicação Social da Universidade Paulista (Unip), analisou 46 publicações do camisa 10 no Instagram para investigar a relação entre ostentação, consumo e masculinidade hegemônica, incluindo o lazer com os “parças”.
O estudo, que também analisou a construção do Neymar como marca, concluiu que a exposição de riqueza, poder e sucesso nas redes também funciona como estratégia de marketing pessoal.
Já Anitta virou objeto da dissertação de Deyvidy Michael Cortez da Silva , defendida em 2025 no mestrado em Ciências da Linguagem, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).
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