EUA podem revisar fórmula infantil após quase 30 anos sem mudanças
A FDA, agência sanitária dos EUA, propôs atualizar os requisitos nutricionais de fórmulas infantis pela primeira vez em quase 30 anos. A revisão faz parte da iniciativa Operation Stork Speed , lançada pelo governo Donald Trump em março de 2025.
A primeira fase da análise se concentra em quatro dos 30 nutrientes exigidos nas fórmulas: iodo, manganês e vitaminas A e D. A FDA avaliou as quantidades mínimas necessárias ao crescimento e desenvolvimento, além dos níveis que podem ser tóxicos para bebês.
A agência também considerou a composição do leite materno, parâmetros adotados em outros países e estudos publicados desde 1998. Cientistas da FDA fizeram a análise, que seguirá para revisão por pares, como exige a lei.
O secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., afirmou que a proposta busca dar mais segurança às famílias. "Os pais merecem confiança em cada mamadeira que dão a seus bebês", disse em comunicado.
A FDA pede contribuições sobre nutrientes não obrigatórios, mas adicionados com frequência pelas fabricantes. Entre eles estão os ácidos graxos de cadeia longa ARA e DHA e a L-carnitina, que ajuda o corpo a quebrar gorduras e usá-las nos tecidos.
O diretor interino da agência, Kyle Diamantas, disse que há evidências de que esses nutrientes contribuem para o desenvolvimento neurológico e a saúde na infância. A FDA quer ouvir pesquisadores, profissionais de saúde, empresas e o público antes de decidir se tornará esses componentes obrigatórios.
As próximas fases da revisão vão avaliar os demais nutrientes exigidos, possíveis novas exigências e as fontes de carboidratos usadas nas fórmulas. Diamantas também afirmou que os resultados mais recentes de testes para contaminantes químicos continuam tranquilizadores.
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