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Jornalista baiana lança livro sobre um mundo em guerra e ruínas

A Tarde ·
Jornalista baiana lança livro sobre um mundo em guerra e ruínas

Editora do Caderno 2 do jornal A TARDE por quase 15 anos, a jornalista e escritora baiana Suzana Varjão está lançando seu mais novo livro.

Cidade de bolhas e vãos (Minimalismos) será disponibilizado para todo o País a partir de hoje, 18.Para comemorar o feito, nesta sexta-feira, ao anoitecer, Suzana reunirá amigos num bistrô, em Brasília – cidade onde reside –, para um bate-papo.

De acordo com a autora, esta é uma forma de harmonizar a tradicional sessão de autógrafos com o novo modelo ditado pela era digital.

Mas a escritora avisa que, virtualmente, as pessoas poderão adquirir o livro ‘de papel’.

“O processo de lançamento, o perfil da editora e a ambiência do romance são digitais, mas o livro é físico.

O que não haverá são pontos físicos de distribuição, que será apenas digital”, informa.Com Cidade de bolhas e vãos, Suzana está fechando uma trilogia iniciada com Diário de uma louca, e seguida por Divagações.

“Cidade.. faz parte de meu réquiem, de meu ‘pranto’ ante os desvios civilizatórios e os descaminhos da humanidade”.Na obra, uma jovem negra, que vive um romance com uma mulher branca, é instada a aderir à guerra, travada entre opressores e oprimidos, da nova ordem mundial.

O pano de fundo é um planeta devastado por desastres ambientais e sanitários, em um tempo marcado pela renúncia às utopias e falência das instituições democráticas.“O propósito é chamar a atenção sobre nosso futuro, sobre o mundo que estamos construindo a partir das escolhas que estamos fazendo.

O gênero é romance, mas a trama é sobre a ‘guerra de lugares’ da humanidade – lugares não apenas físicos, mas simbólicos, identitários, como os antes ocupados pelos moradores das casas grandes e senzalas.

O livro revira muitos ‘lugares’ da nossa civilização.

Lugares políticos, sociais, psíquicos”, destaca Varjão.Em síntese, esse é o fio condutor deste romance futurista.

A Cidade de bolhas e vãos subdivide-se nas zonas aérea, terrestre e intermediária – moradas, respectivamente, dos escolhidos, dos descartados e dos operadores do sistema.

Em todas elas, um bando de inconformados se articula para enfrentar a perversa configuração social.“A sociedade retratada é distópica, erigida após sucessivos desastres ambientais e sanitários, sucessivas pandemias, que quase varrem a vida da face da Terra.

Esse quadro de devastação modifica completamente as fronteiras político-geográficas, tais como as conhecemos”, ressalta a autora.“A essas consequências soma-se a desordem moral – no sentido filosófico e sociológico, de desorientação social, relativização de valores humanos, conflito ético.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.

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