Aliados aconselham Flávio a evitar clima de “já ganhou”
Aliados de Flávio Bolsonaro alertaram formalmente sua campanha sobre os riscos de adotar uma postura de “já ganhou” no início do segundo turno das eleições.
A apuração é do analista de política Pedro Venceslau , que conversou com uma fonte situada no núcleo operacional da campanha.
Segundo essa fonte, o recado transmitido a Flávio e ao seu entorno é claro: é preciso evitar o clima de vitória antecipada e parar de falar sobre governos futuros .
“A campanha ainda não acabou, não é hora de falar sobre ministério, não é hora de falar sobre presidência da Câmara, presidência do Senado”, relatou Venceslau durante o CNN 360º desta sexta-feira (9).
Camilo diz que Lula quer participar de ao menos três debates com Flávio Cleitinho irá viajar com Flávio por Minas Gerais, diz PL No rádio, Flávio foca em alianças para o 2° turno; Lula tenta "virar votos" Dois riscos identificados pela campanha Ainda de acordo com a fonte ouvida por Venceslau, a postura prematura de transição pode gerar dois efeitos negativos: passar uma imagem de arrogância e desmobilizar o eleitor e a militância, que, segundo a mesma fonte, fizeram a diferença no primeiro turno.
O analista lembrou que Flávio, após o primeiro turno, afirmou que, com a maioria no Congresso, seria possível eleger a presidência da Câmara, a presidência do Senado e promover modificações na Constituição .
“Isso foi lido por aliados como uma espécie de carta branca para começar a especular sobre o futuro do Congresso”, afirmou.
Vencelau relatou que passaram a circular no entorno da campanha questionamentos como: quem seria o presidente da Câmara dos Deputados, se Rogério Marinho (PL-RN) iria para a Casa Civil, e quem ocuparia o Itamaraty, com especulações sobre uma eventual indicação de Eduardo Bolsonaro .
“Enquanto no comitê de Lula, o clima é de campanha, no comitê do Flávio, o clima é de transição, e isso não é algo que pode ser encarado como algo positivo”, destacou Venceslau.
Estratégia: menos Brasília, mais ruas Diante desse cenário, Flávio foi aconselhado a passar menos tempo em Brasília e a intensificar sua presença nas ruas.
Segundo a fonte da campanha, a capital federal acaba criando um ambiente propício ao clima de transição de governo , como se já fosse o momento de escolher novos quadros.
A estratégia para as próximas semanas prevê a retomada de eventos de massa , com grandes carreatas, motociatas, eventos em arenas e em espaços abertos.
“Sempre com muita gente, aquela imagem que dá a sensação de mobilização , de uma campanha que cria o efeito de onda eleitoral”, afirmou Venceslau.
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