Meta divulga modelos de IA de ponta e entra em disputa com OpenAI
A inteligência artificial deixou de ser apenas experimental e passou a integrar a operação das empresas.
Nessa segunda-feira (13), o Laboratório de Superinteligência da Meta apresentou seus primeiros modelos de ponta: o Muse Wonder e o Muse Wonder Full, marcando a primeira investida da empresa no segmento de modelos de fronteira, disputado por OpenAI e Anthropic.
Os novos modelos são maiores e mais capazes do que o Muse Spark, versão anterior da família Muse voltada para baixa latência.
De acordo com testes da própria Meta, apresentados no card do modelo, o Wonder e o Wonder Full atingem pontuações de benchmark comparáveis às do Fable 5.1 e do GPT-6 Astra.
Memória ativa como diferencial Um dos destaques técnicos dos novos modelos é o que a Meta chama de “memória ativa” ( active memory ), capacidade de reter e sintetizar informações fornecidas pelo usuário ao longo do tempo.
Segundo os testes da empresa, o Muse Wonder supera o Fable, o Opus e o Astra no benchmark MemoryBench, que avalia aprendizado contínuo e construção de memória.
“Dedicamos um esforço enorme para garantir que seu modelo consiga lembrar o que é importante para você ao longo de dias, semanas, meses e além”, afirma a cientista de pesquisa Kavya Kopparapu em vídeo que acompanha o anúncio.
Leia mais: “Nos comportamos como se fosse uma ameaça real”, diz CEO da IFS sobre o futuro do software na era da IA O blog post da Meta descreve os modelos como “o próximo passo em nossa escala e um grande salto em direção à superinteligência pessoal”.
Preço e disponibilidade Acessado pela API Meta Model, o Wonder custará US$ 4,00 por milhão de tokens de entrada e US$ 20,00 por milhão de tokens de saída, preços equivalentes aos do GPT-6 Sol ou do Opus 5.5, segundo a empresa.
O Wonder Full terá disponibilidade restrita; só poderá ser acessado por assinantes do Muse Code e não estará disponível via API.
Ambos os modelos também alimentarão o agente Muse.
Os modelos foram treinados no centro de dados Prometheus da Meta, em Ohio, inaugurado no início deste ano.
Eles representam o primeiro modelo de fronteira desde que Alexandr Wang , fundador da Scale AI, reestruturou as iniciativas de inteligência artificial da Meta em agosto do ano passado.
Desde então, a empresa havia se limitado a modelos mais leves e ao agente Muse, sem competir diretamente com os modelos de ponta da OpenAI e da Anthropic.
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