Do LinkedIn ao Maps e Spotify: por que plataformas criam ?dedo-duro da IA??
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× (Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre tecnologia no podcast Deu Tilt . O programa vai ao ar às terças-feiras no YouTube do UOL , no Spotify , no Deezer e no Apple Podcasts . Nesta semana: Meta Glasses ; 'Bug do Milênio' ; dedurando a IA ; você dorme, o Chat trabalha ; Brasil vence EUA em IA )
Plataformas que antes surfavam o hype da inteligência artificial agora correm para frear a avalanche de conteúdo sintético ou, ao menos, avisar quando há "dedo da IA". No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam por que redes sociais, streamings e até serviços de mapas passaram a sinalizar o que foi feito por máquina.
A mudança não nasce da boa vontade das empresas, mas da pressão do público e dos produtores de conteúdo, preocupados que o desgaste com material sintético contamine a experiência.
O LinkedIn colocou uma nova categoria: AI Slop. Você pode denunciar o post de outros como AI Slop. É um movimento que o LinkedIn faz, mas não está sozinho. Você tem outras plataformas que estão fazendo o mesmo movimento, Spotify. O Spotify também está marcando os artistas que são com inteligência artificial e já avisou que música feita por inteligência artificial pode estar na plataforma, mas os sistemas de recomendação não vão recomendar e não vão entregar de forma automática. Diogo Cortiz
A enxurrada de textos e comentários feitos ou refeitos por IA tornou a navegação cansativa e afetou a disposição de usuários de voltar à plataforma, diz Diogo, para quem a denúncia virou mecanismo de contenção quando o conteúdo "irrita muito".
Teve muita gente reclamando, teve queda no engajamento, queda no uso, porque as pessoas ficaram cansadas com essa enxurrada de AI Slop. Pro usuário vai mudar: quando irritar muito o conteúdo, ele vai lá e denuncia. "Mano, isso aqui é AI Slop". E aí a plataforma vai filtrar isso. Eles estão tentando deixar a plataforma mais humanizada. Diogo Cortiz
O movimento também está ligado ao dinheiro e à distribuição de atenção. No caso do Spotify, a pressão veio dos músicos, porque o pagamento depende do número de execuções, e faixas feitas por IA entram na conta e diluem a remuneração.
O Spotify foi pressionado a fazer isso porque os músicos recebem uma grana referente à quantidade de vezes que ouviram a música deles. Se tem gente colocando música feita por IA, vai entrar no bolo e eles vão ganhar menos dinheiro. A Deezer foi pioneira nesse movimento de dizer: a gente vai sinalizar o que é feito com IA e a gente não vai recomendar isso. Helton Simões Gomes
Nem toda reação vem de denúncia ou de briga com artistas: às vezes o recurso dá errado rápido e a plataforma recua. É o caso do teste do Google Earth que permitia criar conteúdo com IA generativa a partir de imagens de satélite.
A Meta conseguiu fazer dos seus óculos inteligentes o seu dispositivo de maior sucesso a ponto de rivais correrem para lançar aparelhos concorrentes, mas acendeu um alerta: a possibilidade de filmar e fotografar pessoas ao redor sem que percebam.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Tilt.