O que realmente significa a movimentação de Flávio e Lula nas últimas pesquisas
A seis dias do segundo turno da eleição presidencial, as pesquisas indicam uma aproximação entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas também revelam a dificuldade dos candidatos para conquistar novos eleitores na reta final.
Os levantamentos divulgados nesta segunda-feira, 19, mostram o senador numericamente à frente, enquanto o presidente reduz a distância que o separa do adversário.
Para José Benedito, editor de política de VEJA, a movimentação confirma uma característica desta disputa: as mudanças nas intenções de voto são pequenas, mesmo diante dos esforços das campanhas para alterar o cenário eleitoral. (este texto é um resumo do vídeo acima) Em entrevista à jornalista Marcela Rahal, apresentadora do VEJA em Foco , José Benedito afirmou que o segundo turno tem sido marcado por avanços graduais, sem oscilações expressivas.
“Não existe variações bruscas para lá e para cá”, disse o editor.
Segundo ele, os candidatos têm encontrado dificuldades para ampliar suas bases de apoio, apesar da intensificação das estratégias de campanha.
“Cada palmo conquistado no território do inimigo ali é feito com muito trabalho, assim, com muita dificuldade.” O que mostram as pesquisas mais recentes? O levantamento da AtlasIntel aponta Flávio Bolsonaro com 51,1% dos votos válidos, contra 48,9% de Lula .
A diferença de 2,2 pontos percentuais coloca os candidatos ligeiramente fora da margem de erro de um ponto percentual informada pela pesquisa.
Já o levantamento BTG/Nexus registra 50,3% para o senador e 49,7% para o presidente, uma diferença de apenas 0,6 ponto percentual , configurando empate técnico.
A pesquisa BTG/Nexus também revela uma redução importante da vantagem de Flávio.
Na rodada anterior, a distância entre os candidatos era de 3,2 pontos percentuais.
Agora, caiu para 0,6 ponto.
José Benedito observa, porém, que a recuperação de Lula deve ser analisada à luz da pequena amplitude dessas movimentações.
Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral Continua após a publicidade Por que Lula avança tão lentamente? Na avaliação do editor de política de VEJA, o presidente tem utilizado os instrumentos disponíveis ao governo para tentar melhorar sua posição na disputa.
José Benedito citou o anúncio da antecipação do pagamento de um reajuste do Bolsa Família e as negociações relacionadas à dívida da Arena Corinthians como exemplos de iniciativas que, em sua análise, podem ter apelo eleitoral.
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