Focos do Aedes aegypti são encontrados em 684 imóveis em uma semana na Capital
Mesmo com a redução das notificações de dengue em Campo Grande, o mosquito Aedes aegypti continua circulando e sendo encontrado dentro de imóveis da Capital.
Na última semana avaliada pelas equipes de controle de vetores, foram identificados focos do mosquito em 684 dos 20.364 imóveis visitados.
O resultado reforça a preocupação das autoridades de saúde com a aproximação do período de chuvas, quando a combinação de calor e água acumulada pode favorecer a reprodução do inseto transmissor da dengue, da zika e da chikungunya.
Diante desse cenário, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) está organizando ações preventivas para ampliar o combate ao vetor, com mutirões, mobilização dos moradores e atividades educativas.
O planejamento foi discutido nesta terça-feira (13), durante a 5ª Reunião Ordinária do Comitê Municipal de Enfrentamento às Arboviroses, realizada no auditório do CRF-MS (Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul).
O encontro reuniu representantes da saúde, de órgãos governamentais e da sociedade civil para avaliar os indicadores epidemiológicos do município e estabelecer prioridades para as próximas ações.
Um dos objetivos é identificar as regiões que precisam receber mutirões e ampliar a participação de diferentes setores no trabalho, incluindo secretarias municipais, Exército, associações de moradores e iniciativa privada.
A preocupação com os imóveis tem relação direta com a reprodução do mosquito.
Segundo a Sesau, cerca de 80% dos focos do Aedes aegypti estão nas residências.
Por isso, além das vistorias realizadas pelas equipes de saúde, a eliminação de recipientes que acumulam água depende da participação dos moradores.
Oito bairros apresentam risco muito alto - Apesar da redução dos registros de dengue em comparação com o ano passado, o levantamento de índices do Aedes aegypti identificou risco muito alto em oito bairros de Campo Grande: Centro, Chácara dos Poderes, Santo Amaro, Carvalho, Noroeste, Nova Lima, Carlota e Santo Antônio.
De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo, o cenário exige a continuidade das medidas de prevenção, mesmo com a diminuição dos casos notificados.
“O panorama mostra que a cidade está em momento de controle, mas não de descanso.
O levantamento de índices do Aedes aegypti identificou risco muito alto nos bairros Centro, Chácara dos Poderes, Santo Amaro, Carvalho, Noroeste, Nova Lima, Carlota e Santo Antônio”, explicou.
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