Candidato preso conseguia apagar ficha criminal de sistema da polícia
Um relatório anexado ao processo que investigava o candidato a deputado estadual por São Paulo Emerson Dias Rocha (Podemos) por um homicídio e uma tentativa de homicídio aponta que dados criminais do réu eram excluídos ou adulterados do sistema da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) .
Emerson é um dos presos da Operação Cátaros , deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo ( MPSP ) na última quinta-feira (20/8).
Antes de ser detido preventivamente por suspeita de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) nesta semana, o candidato à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) já possuía extensa ficha criminal , de acordo com as investigações.
Um ofício assinado pelo especialista em informática da Polícia Civil Breno Tadeu Rios de Almeida confirmou a ocorrência de manipulação criminosa na rede da Prodesp em, ao menos, quatro registros, todos datados de 1999 .
No processo, a Prodesp forneceu um relatório detalhado de acessos registrando a data, hora e nome do funcionário cuja credencial foi utilizada para visualizar ou alterar o prontuário de Emerson na época em que os dados sumiram.
No mesmo documento, a empresa de tecnologia informou que todas as informações excluídas ou adulteradas haviam sido recuperadas, com exceção de um inquérito policial que ainda aguardava cópia do Boletim de Identificação Criminal pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), órgão da Polícia Civil responsável por emitir atestados de antecedentes criminais.
Candidato usava nome falso, denunciou MPSP Emerson Dias Rocha era investigado por um homicídio e uma tentativa de homicídio, ocorridos em 8 de novembro de 1998.
Uma denúncia do Ministério Público de São Paulo à época aponta que as duas vítimas voltavam de um aniversário em um bar e aguardavam em um ponto de ônibus, quando uma delas foi atingida pelo veículo dirigido por Emerson, que estava em marcha ré.
Ao reclamar com o hoje candidato a deputado, a mulher atingida foi fisicamente agredida por ele, eis que o amigo interveio na intenção de defendê-la.
Em seguida, os dois saíram correndo, mas voltaram a cruzar com Emerson Rocha momentos depois.
Nesse segundo contato entre os envolvidos, Emerson teria saído do carro em que estava e, armado, passou a atirar contra a dupla.
O homem não resistiu aos ferimentos e morreu, enquanto a mulher sobreviveu por ter recebido atendimento médico imediato.
Durante as investigações dos fatos, o réu chegou a receber a ajuda de um investigador da Polícia Civil para ocultar provas do crime.
Segundo o Ministério Público, o policial Flávio Marzagão Cassaguerra usou de grave ameaça para coagir testemunhas a mentirem em favor de Emerson.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.