Assédio eleitoral: MPT recebe 530 denúncias em dois dias após o 2º turno; veja o que trabalhadores e empresas devem fazer
O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 530 denúncias de assédio eleitoral entre a noite de domingo (25), quando terminou o segundo turno, e o fim da tarde de terça-feira (27).
Os relatos incluem ameaças de demissão, dispensas, recusa de contratação e outras punições motivadas pelo voto.
Em dois dias, o órgão recebeu mais de um quinto das 2.467 denúncias registradas em todo o ano.
Parte do movimento partiu das redes sociais, com publicações que pediam para “conferir em quem o funcionário votou” e demitir.
Uma deputada estadual foi processada por incentivar esse tipo de dispensa.
Segundo o MPT, retaliar o trabalhador por escolha política é ilegal, e quem incentiva a prática também pode ser responsabilizado, além de quem assina a demissão.
Saiba as últimas notícias de Curitiba e Paraná: entre na comunidade do Bem Paraná “O voto é secreto justamente para ninguém ter que prestar contas dele, muito menos ao chefe.
Se o seu candidato tivesse perdido, a regra seria exatamente a mesma”, afirma Virgilio Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S, startup de Educação sediada no Parque Científico e Tecnológico da Unicamp, PhD pela Unicamp e gestor de carreiras.
Para Santos, demitir por voto também é “uma péssima decisão de negócio”.
Ele lembra que a rotatividade do emprego formal chegou a 33,64% em 2025, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Foram 26,6 milhões de admissões e 25,3 milhões de desligamentos no ano.
“Cada troca custa recrutamento, treinamento e meses de produtividade baixa até o novo funcionário engrenar.
E ainda tem o processo trabalhista depois”, alerta.
Ele aponta também um custo que não aparece na planilha.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.