Lula pede regulação de terras raras após avanço de mineradora dos EUA
Petista afirmou que "tem muita gente estrangeira" comprando minerais críticos
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta-feira, 26, que “tem muita gente estrangeira” comprando terras raras sem que o Brasil regulamente a exploração desses recursos naturais.
A declaração do petista foi dada após um almoço no Palácio da Alvorada com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
“Se a gente não regular e definir que essa riqueza mineral não é minha, não é do Alcolumbre, não é do Hugo Motta, não é individualmente de ninguém e de nenhum empresário e muito menos de outro país, que é uma riqueza do Brasil e por ser do Brasil a gente tem que garantir que essas coisas se transforme em uma coisa que faça o povo brasileiro sonhar de que a possibilidade que nós temos de garimpar, tratar e produzir coisas importantes nesse país é uma coisa sagrada para o futuro do nosso país” , disse o petista.
O governo federal é contra a exploração de terras raras em Minaçu, no norte de Goiás.
Na segunda-feira, 24, a companhia afirmou que garantiu os recursos necessários para concluir a compra.
A operação ainda depende da aprovação dos acionistas em uma assembleia marcada para esta sexta-feira, 28.
O negócio prevê a combinação das operações das duas companhias para criar uma cadeia completa de produção de ímãs — da extração à fabricação — fora da Ásia, região que hoje domina esse mercado.
Para concluir a compra, a USA Rare Earth afirmou ter garantido US$ 1,55 bilhão (R$ 7,7 bilhões) em recursos. O dinheiro ficará em uma estrutura financeira criada especificamente para viabilizar a operação.
Do montante total, US$ 750 milhões (R$ 3,8 bilhões) vieram do Departamento de Guerra dos EUA.
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