Militar do Exército diz à PM que foi a área de garimpo com grupo para destruir estrutura de ouro
Militar do Exército desaparecido em área com garimpo é encontrado vivo em Roraima O cabo do Exército Santiago Ramos de Paula, de 23 anos, localizado vivo nesta quinta-feira (13) após seis dias desaparecido em uma região com garimpo em Normandia, no Norte de Roraima, disse à Polícia Militar que foi à área acompanhado de outras sete pessoas, em duas caminhonetes, para destruir uma estrutura usada no processamento de ouro.
Segundo o relato prestado à PM, ao qual o g1 teve acesso, o grupo ouviu disparos depois que os veículos ficaram atolados e se dispersou.
Santiago afirmou que ficou esses dias escondido em serras e áreas de mata até chegar à casa do 1º tuxaua da comunidade Raposa 2, onde pediu para acionar a polícia.
Segundo a Polícia Militar, o tuxaua foi quem quem acionou a equipe.
Quando os policiais chegaram na casa, Santiago estava consciente, com lesões nos pés e arranhões pelo corpo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp A região para onde ele seguiria fica na comunidade Napoleão.
A comunidade fica a cerca de 286 km de Boa Vista, na região Terra Indígena Raposa Serra do Sol, e tem áreas de garimpo nos arredores.
Segundo o tuxaua Leomir Simplício Miliano, 1.517 pessoas vivem no local, sendo que desses, 20 integram o grupo de segurança comunitária, responsável pela fiscalização da entrada de pessoas e veículos na comunidade.
Cabo do Exército Santiago Ramos de Paula, de 23 anos, conversa com policial militar após ser encontrado Arquivo pessoal Estrutura de ouro Segundo relato de Santiago, ele saiu de Boa Vista no dia 7 de agosto, sozinho, em uma caminhonete, com destino à comunidade Napoleão.
Em outra caminhonete, saiu um homem conhecido como “Valério”, citado também pela irmã de Santiago ao registrar o desaparecimento dele na Polícia Civil.
"Ao chegarem à comunidade Napoleão, os integrantes se reuniram e posteriormente se dividiram em dois grupos, ficando quatro indivíduos em cada caminhonete.
Santiago afirmou que não reconhecia os demais participantes, pois, segundo ele, todos utilizavam balaclavas, reconhecendo somente “Valério”", cita trecho do relatório da PM sobre o caso.
Ainda conforme o relato, ele e Valério combinaram de ir à região para destruir uma estrutura usada no processamento de ouro, conhecida como “pia”.
Santiago afirmou que a estrutura pertenceria a um homem conhecido como “Trindade”.
"Santiago afirmou que “Trindade” teria causado grande prejuízo financeiro a ele e a “Valério”, estimado por Santiago em milhões de reais, e que a destruição da estrutura seria uma forma de vingança e de causar prejuízo ao referido indivíduo", cita em outro trecho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Roraima.