Candidato à Presidência propõe ‘Meu Botox, Minha Vida’ para mulheres
O candidato à Presidência da República, Wilson Grassi Júnior (Democrata), propõe criar o programa “Meu Botox, Minha Vida”, que ofereceria aplicações gratuitas de toxina botulínica para mulheres de baixa renda.
Segundo o veterinário, a iniciativa teria como objetivo melhorar a autoestima e poderia ser financiada com parte da arrecadação de impostos sobre cosméticos ou com a redução de recursos destinados ao financiamento público de campanhas.A proposta faz parte de um conjunto de ideias apresentadas por Grassi em entrevista à Folha de S.Paulo.
O candidato afirma que algumas de suas propostas mais controversas não foram incluídas no programa oficial de governo por receio de resistência dentro do partido.“Eu tenho muita proposta polêmica, mas que eu tenho certeza que vai melhorar o Brasil”, afirmou.
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O candidato sustenta que a medida não seria apenas estética, mas estaria relacionada à autoestima.A proposta poderia ser custeada, segundo ele, por uma parcela dos impostos arrecadados sobre produtos cosméticos ou por uma redução dos recursos públicos destinados às campanhas eleitorais.O projeto é uma das propostas que não aparecem no programa oficial de governo apresentado pelo partido.
Grassi atribuiu a ausência ao receio de que a legenda não aceitasse sua candidatura caso todas as suas ideias fossem incluídas no documento.Quem é Wilson Grassi JúniorVeterinário e declarado protetor de animais, Grassi disputa a Presidência pela primeira vez pelo Democrata.
Ele já concorreu a deputado estadual em São Paulo, em 2006, pelo então PFL, e a vereador da capital paulista, em 2024, pelo PRTB.
Em 2022, teve o registro de candidatura a deputado federal indeferido pela Justiça Eleitoral por ausência de requisito de registro.À Justiça Eleitoral, o candidato declarou patrimônio de R$ 50 milhões em um único item, sem detalhar imóveis ou empresas.
Questionado sobre a declaração, afirmou possuir diversos imóveis e cerca de 50 empresas e disse ter optado por não especificá-los por uma questão de privacidade.“A minha necessidade de ganhar a eleição é zero”, declarou.
“Eu tenho obrigação de falar a verdade [...] e deixar a critério da imprensa e do eleitor a decisão se eu mereço essa confiança ou não.”
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