Eclipse lunar com ‘Lua de Sangue’: Como diferentes mitologias explicam o fenômeno, e os rituais ideais para este momento
Quem parou para olhar o céu entre quinta (27) e sexta-feira (28) teve uma visão privilegiada de um dos fenômenos mais marcantes da astronomia: um eclipse lunar parcial .
A posição da Terra obscureceu parcialmente a Lua durante pouco menos de três horas, com sua sombra curva rendendo imagens espetaculares registradas do Brasil.
O evento ainda coincidiu com a chamada “Lua de Sangue “, que acontece quando a imagem do astro ganha coloração avermelhada por conta da refração da luz do Sol.
A ciência atual consegue explicar em detalhes por que estes fenômenos acontecem , mas ao longo da história, diferentes povos tentaram encontrar justificativas em sua mitologia e religião.
E, até hoje, os eclipses lunares e solares são momento ideal para performar rituais místicos .
Leia Mais 'Dedo de Ferro': homens testam potência na Alemanha em competição secular utilizando somente um dos dedos da mão Se você tem uma chaleira velha ou sem uso, você tem um tesouro em casa que só precisa desses truques Programa de intercâmbio oferece hospedagem e internet grátis para voluntários cuidarem de porcos no Havaí por 20 horas semanais O eclipse é a “Lua doente” O escritor peruano Inca Garcilaso de la Vega afirma em seu livro “Comentarios Reales de los Incas”, de 1609, que os povos incas interpretavam o escurecimento da Lua como uma doença.
Caso o astro escurecesse por completo, cairia do céu e causaria o fim do mundo .
Então, durante o fenômeno, tocavam “trompetas, cornetas, tambores e quaisquer instrumentos que fizessem barulho” e “prendiam os cães grandes e pequenos para que uivassem e chamassem a Lua”.
Isto porque acreditavam que o corpo celeste gostava de cachorros, e ao ouvir seus lamentos, sentiria pena e teria forças para superar sua enfermidade.
Uma guerra entre Sol e Lua A astrônoma Jarita Holbrook, professora universitária na África do Sul, narra a mitologia do povo Batammaliba, que vive entre Togo e Benim.
No mito, o eclipse representa uma briga entre os astros.
Cabe aos humanos apaziguar através do exemplo: durante o fenômeno, rivalidades antigas e intrigas pessoais devem ser postas de lado.
Até hoje, esta cultura encara o eclipse lunar como incentivo para reatar laços.
Uma ameaça política Para os mesopotâmios, o que acontecia no céu era sinal das circunstâncias na Terra.
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