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Trabalhadores dos Correios aprovam indicativo de greve para 10 de setembro

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Trabalhadores dos Correios aprovam indicativo de greve para 10 de setembro

Trabalhadores dos Correios aprovaram um indicativo de greve nacional para o dia 10 de setembro após assembleias realizadas nesta semana. A mobilização faz parte da Campanha Salarial 2026/2027 e ocorre em meio a um impasse entre representantes dos funcionários e a direção da estatal sobre reajustes, benefícios e mudanças na assistência à saúde.

Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), assembleias realizadas nas bases dos sindicatos filiados rejeitaram a proposta apresentada durante as negociações e aprovaram a preparação de uma paralisação nacional para setembro.

Um dos principais focos do impasse é a recomposição dos benefícios dos funcionários.

Durante as negociações de agosto, representantes dos trabalhadores criticaram propostas de reajuste consideradas insuficientes diante da inflação. Em diferentes etapas da negociação foram apresentados percentuais próximos de 0,8% , enquanto os sindicatos reivindicam uma recomposição maior.

A assistência médica dos funcionários também está no centro da disputa.

Segundo a FINDECT, propostas discutidas durante a negociação envolvem mudanças no modelo de custeio da assistência à saúde, além de alterações em outros benefícios previstos no acordo coletivo. A entidade argumenta que as medidas podem aumentar os custos suportados pelos empregados.

Outro ponto contestado pelos representantes dos trabalhadores envolve direitos previstos no acordo coletivo, incluindo regras relacionadas à gratificação de férias.

Apesar da aprovação do indicativo, a paralisação em 10 de setembro ainda não significa que a greve ocorrerá necessariamente.

O período até a data deverá ser marcado pela continuidade das negociações entre sindicatos e a direção dos Correios. A mobilização funciona como instrumento de pressão para que uma nova proposta seja apresentada antes da eventual paralisação.

A FINDECT afirma que trabalhadores de suas bases em São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Santos, Maranhão e Mato Grosso do Sul participaram do processo de mobilização. A federação atualmente reúne sindicatos dessas seis regiões.

A discussão salarial ocorre em um momento especialmente delicado para a estatal.

Os Correios passam por um processo de reestruturação que inclui medidas para reduzir despesas, fechamento de unidades e um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV). A empresa acumulou prejuízo de R$ 3,16 bilhões até o primeiro trimestre de 2026 , segundo informações divulgadas neste mês.

O primeiro PDV aberto pela companhia teve adesão de 3.181 empregados, abaixo da meta inicialmente estabelecida de 10 mil desligamentos. Um novo programa foi lançado para funcionários de unidades atingidas pela reestruturação.

A situação financeira aumenta a complexidade das negociações: de um lado, a administração busca reduzir custos e reorganizar as contas da companhia; do outro, sindicatos pressionam pela recomposição salarial, preservação dos benefícios e manutenção das condições previstas no acordo coletivo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.

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