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Desocupação de terreno onde vivem mais de 50 gatos mobiliza ativistas em BH

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Desocupação de terreno onde vivem mais de 50 gatos mobiliza ativistas em BH

Belo Horizonte — Ativistas e organizações de defesa dos direitos dos animais acompanham, nesta sexta-feira (28/8), uma ação de reintegração de posse de um lote na Rua dos Tamoios, em frente ao número 1.500, no Centro de Belo Horizonte, onde vivem mais de 50 gatos.

Segundo o Movimento Mineiro pelos Direitos Animais (MMDA), a empresa proprietária do terreno entrou na Justiça contra uma mulher que cuida dos gatos há alguns anos e mora nas proximidades.

O movimento argumenta, porém, que a responsabilidade pelos animais em situação de rua é da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).

Quando a cuidadora começou a frequentar o terreno, havia cerca de 10 gatos no local.

De acordo com o MMDA, os proprietários chegaram a entregar a ela uma chave do portão para que pudesse entrar diariamente e cuidar dos animais.

Atualmente, mais de 50 gatos vivem no lote.

Leia também Minas Gerais BH abre cadastro para 671 castrações gratuitas de cães e gatos Minas Gerais BH atualiza regras sobre entrada de crianças e pets em parques Minas Gerais MG: filhote de mico eletrocutado é salvo e levado ao Samu para pets O movimento atribui o aumento do número de animais à falta de manejo populacional por parte da prefeitura e afirma que continuará cobrando uma solução do município e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Segundo o MMDA, uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) determina que os municípios assumam a guarda e ofereçam assistência a animais em situação de rua .

Por isso, a entidade defende que a prefeitura se responsabilize pelos gatos que vivem no terreno.

Decisões judiciais Uma primeira decisão judicial determinou que a PBH realizasse o manejo dos animais, com assistência veterinária e em parceria com a empresa proprietária do terreno.

A medida deveria ocorrer sem intervenção policial e sem arrombamento.

Posteriormente, uma segunda decisão determinou a reintegração compulsória do imóvel, autorizando arrombamento e auxílio policial.

A decisão também atribuiu à cuidadora a responsabilidade de retirar seus pertences do terreno e levar os gatos.

Segundo o MMDA, o prazo de 30 dias para a desocupação terminou nesta sexta-feira, quando a cuidadora entregou a chave do terreno aos proprietários.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.

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