'Carlos Miguel salvou uma catástrofe no Palmeiras', diz Flávio Latif
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlos Miguel evitou "uma catástrofe" para o Palmeiras ao decidir nos pênaltis depois de um fim de jogo que saiu do controle, avaliou Flávio Latif no Fim de Papo , do Canal UOL.
O time vencia por 2 a 1 e viu a LDU buscar o empate e a virada nos acréscimos, o que levou a decisão para as cobranças. Na análise do comentarista, o roteiro reabriu um trauma recente do clube.
É até curioso, porque dá pra dizer que o Carlos Miguel salvou uma catástrofe no Palmeiras hoje, porque era um jogo completamente tranquilo, o Palmeiras vencendo por 2 a 1... O Palmeiras se acostumou a, na Libertadores, mostrar uma força maior nesses jogos, poderia ter controlado muito mais, e acabou que com dois cruzamentos na área, a LDU conseguiu chegar ao empate e à virada já nos acréscimos. Então ficou aquela questão no Palmeiras. Flávio Latif
Latif disse que o clima de tensão aumentou porque o Palmeiras carregava um histórico recente ruim em disputas por pênaltis sob comando de Abel Ferreira. Segundo ele, antes do jogo, eram nove decisões e apenas uma vitória, contra o Atlético-MG, na Libertadores de 2022.
Para o comentarista, a temporada foi montada com a Libertadores como alvo central, e isso ajuda a explicar o peso do sufoco. Ele citou a busca por jogadores com histórico no torneio para "esse tipo de jogo e para esse tipo de competição".
O principal objetivo do Palmeiras nesse ano era reconquistar a Libertadores. Tanto é que as contratações que o Palmeiras fez nessa temporada foram pinçadas, escolhidas a dedo, de jogadores que foram campeões em outros clubes na Libertadores. Flávio Latif
No debate, Walter Casagrande apontou que, mesmo com irregularidade, o Palmeiras tem "um timaço" e costuma vencer jogos grandes sem jogar bem, por causa de elenco e personalidade. Ele também citou contratações como Barboza, Marlon Freitas e John Arias.
O Palmeiras é irregular, mas tem um timaço. Tem força, personalidade. É uma equipe de muita personalidade, de muita força. Muitas vezes, times bons, com personalidade, ganham as partidas importantes, mesmo jogando mal. Walter Casagrande
Casagrande, porém, criticou o comportamento de Abel Ferreira, lembrando expulsões e episódios de irritação à beira do campo. Para ele, o trabalho do técnico é referência, mas atitudes e entrevistas não deveriam ser normalizadas.
Eu sou fã do trabalho do Abel, mas não gosto das entrevistas e do comportamento do Abel. Ele se comporta mal. Ele se irrita. Ele ofende. Ele chuta microfone. E já fez gestos obscenos, inclusive. Walter Casagrande
Bira reforçou que parte da irritação do torcedor com Abel aparece com mais força quando o time oscila e o resultado não vem. Na visão dele, as conquistas acabaram "passando mais batido" em relação às explosões do treinador.
Eu acho que o torcedor do Palmeiras só se irrita com o Abel quando o resultado também não vem. Esses comportamentos do Abel só irritam mesmo o torcedor do Palmeiras quando o time em campo também não consegue fluir. Bira
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