Flávio foi cadastrado como “usuário master” de conta de empresa de Willer Tomaz
PF identificou e-mails que apontam acesso do senador à conta da Alcazar Holdings, do advogado e amigo
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária de uma empresa do advogado Willer Tomaz , investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de lavagem de dinheiro.
De acordo com a PF, o cadastro permitia a Flávio ter “acesso operacional relevante” à conta bancária e “sustenta a hipótese de sua eventual participação econômica ou societária de fato na empresa”.
A PF identificou indícios de que Flávio e o advogado compartilhavam o acesso à conta bancária da Alcazar Holdings, empresa de propriedade de Tomaz . Os indícios surgiram a partir de e-mails trocados entre uma secretária do advogado e uma funcionária do banco Santander.
A apuração começou no Rio Grande do Sul, onde a PF investigava suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Um dos alvos do inquérito era a casa de apostas Blaze. Com autorização judicial, o sigilo telemático de Willer Tomaz foi quebrado.
A investigação foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) para distribuição a um dos ministros da Corte, porque o nome de Flávio apareceu nos e-mails obtidos após a quebra de sigilo. Como senador, ele tem foro especial no STF.
Ele alega ter sido lesado em R$ 188,5 milhões pela plataforma de apostas. Na ação, que tramita na Justiça de São Paulo, Tomaz afirma ter sido diagnosticado com ludopatia, transtorno mental caracterizado pela perda de controle sobre o impulso de jogar.
Os e-mails obtidos pela PF mostram que uma secretária de Tomaz, Fayla Menezes, escreveu a uma agência bancária, em maio do ano passado, solicitando a alteração do “usuário master” da conta da Alcazar Holdings.
“Na oportunidade peço por gentileza no gerenciador do usuário master desassociar as contas abaixo”, escreveu a secretária, listando em seguida um número e o nome de Flávio, além de outra conta de Willer Tomaz.
O banco atendeu ao pedido: “ As contas foram excluídas do contrato, conforme solicitado” .
A Alcazar Holdings é dona de uma das três cotas do jatinho particular utilizado por Flávio e Tomaz em uma viagem de Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, para o Brasil, em janeiro de 2025.
O avião, um Legacy 650 de prefixo PP-NLR, tinha três proprietários na época do voo: Tomaz, por meio da Alcazar Holdings; Laerte Cosentino, dono da Totvs; e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, por meio da empresa Prime You, que também administrava o uso da aeronave de propriedade compartilhada.
Flávio afirmou ao Globo que “nunca manteve conta tendo como usuário master o Sr. Willer Tomaz ou qualquer de suas empresas”.
“Toda e qualquer afirmação nesse sentido é falsa. O próprio e-mail apresentado comprova justamente que a vinculação era indevida, tanto que solicita a desvinculação. Ou seja, o pedido só reforça que qualquer possibilidade de associação existente estava errada e precisava ser corrigida” , disse o senador.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.