Nunes Marques reconsidera própria decisão sobre “Exército de Lula”
Ministro havia estabelecido prazo de 48 horas para a retomada do canal administrado por André Janones
O canal, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), havia sido suspenso por determinação do próprio ministro. Na terça-feira, 13, Nunes Marques já havia autorizado a retomada do “Exército do Lula”, após a campanha do petista registrar o endereço eletrônico no processo de candidatura .
Nunes Marques tomou a decisão mais recente após uma nova reunião com integrantes das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL). Os dois lados concordaram em buscar formas de reduzir a judicialização da disputa eleitoral e apresentaram demandas conjuntas às plataformas digitais.
As campanhas acordaram a criação de um prazo de três horas para que uma candidatura corrija irregularidades apontadas pela adversária antes de uma eventual ação judicial, além da elaboração de uma lista de processos do primeiro turno que poderão ser suspensos.
No entanto, as duas candidaturas ainda não chegaram a um consenso sobre as regras para o funcionamento de canais de apoiadores nas redes sociais, em meio à crise provocada pela suspensão do “Exército do Lula”.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que Janones apagou 499 mensagens do canal.
“Ele apagou do canal 499 mensagens, entre elas notícias falsas sobre Flávio Bolsonaro que o TSE mandou remover” , diz o dossiê.
Segundo o documento feito pela equipe de Flávio, foram 116.929 encaminhamentos antes das mensagens sumirem.
“Então eu apaguei 500 [mensagens]. Não vou mais fazer” , disse o deputado lulista durante evento do governo Lula.
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