STJ nega pedido para Alexandre Nardoni e Anna Jatobá serem presos novamente
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou o pedido da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ para que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá voltassem a ser presos.
O resultado foi definido por unanimidade no final da noite desta quarta-feira (2).
Nardoni e Jatobá foram condenados pela morte de Isabella Nardoni , filha de Alexandre e enteada de Anna, em 2008, e atualmente cumprem pena em regime aberto.
O recurso pedia a volta da dupla para o regime fechado.
O processo foi analisado pela Quinta Turma do STJ, sob relatoria do ministro Ribeiro Dantas.
Com a decisão, os dois podem continuar soltos.
Leia Mais STJ deve concluir hoje julgamento sobre volta de Nardoni e Jatobá à prisão STJ começa a julgar hoje pedido para que Nardoni e Jatobá voltem à prisão “Presídio dos famosos” começa a ser desfeito e presos são transferidos A Associação questionava o cumprimento das condições impostas pela Justiça para que os dois permanecessem no regime aberto .
Entre os argumentos estavam possíveis descumprimentos das regras relacionadas ao horário de recolhimento e à rotina de trabalho de Alexandre, além de alegações sobre benefícios recebidos por Jatobá durante o cumprimento da pena.
Condições do regime aberto Em entrevista à CNN Brasil , o advogado Angelo Carbone, que representa a associação, afirmou que Alexandre Nardoni não estaria cumprindo adequadamente as condições determinadas pela Justiça.
Segundo ele, Nardoni deveria trabalhar e permanecer recolhido após determinado horário.
A associação afirma que ele teria sido visto circulando em locais e horários incompatíveis com as regras estabelecidas para o regime aberto.
“Ele tem obrigação de trabalhar”, afirmou Carbone.
Segundo o advogado, Alexandre informou que trabalharia com o pai, mas teria sido visto em outros locais durante o período em que deveria estar exercendo a atividade profissional ou cumprindo as condições impostas .
A associação também afirma que moradores da região onde Alexandre vive fizeram um abaixo-assinado com cerca de 2 mil assinaturas pedindo que ele voltasse à prisão.
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