Criado entre Tom Jobim, João Gilberto e Dorival, Danilo Caymmi encontrou a própria voz: 'Ousando você atinge as coisas'
Danilo Caymmi: a bossa nova que que não olha para trás Natural do Rio de Janeiro, foi o amor que levou o cantor Danilo Caymmi a trocar o calor carioca pelo frio de Curitiba – cidade que tem como lar desde 2018, quando se mudou com a esposa, que é curitibana.
"É a minha cara", diz o músico sobre a capital paranaense.
Neste sábado (15), o artista cumpre o papel de anfitrião e recebe o ícone da bossa nova Roberto Menescal e a cantora Patty Ascher em uma apresentação do projeto Bossa Sempre Nova nos palcos do Teatro Guaíra.
No repertório, clássicos que ajudaram a construir a história do gênero e da MPB: uma forma de celebrar o legado musical que mudou os contornos da arte brasileira.
Para o cantor de 78 anos, o espetáculo é um reencontro duplo: com a música e com velhos amigos.
Menescal, um dos fundadores do movimento que o mundo conheceu como Bossa Nova, foi produtor do primeiro disco de Danilo.
"Ele me formou como artista, me direcionou bastante, um grande produtor.
E esse show deu uma química enorme", conta. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Caymmi também revisita pessoas queridas por meio do repertório do show.
Além do pai, Dorival Caymmi, Danilo teve como professores João Gilberto, Baden Powell e Tom Jobim, cujas canções também compõem parte do setlist.
"Transitando entre essas pessoas maravilhosas, não tinha chance de não ser músico", relembra.
Foi nessa direção que Danilo se encontrou e é nos palcos que se sente em casa – a energia do público o acolhe.
De tocar em estúdio, ele só quer saber quando é estritamente necessário.
"Eu me lembro do primeiro disco, que eu gravei com o Menescal, e o microfone estava [virado] de cara com uma parede de pedra...
Eu sou muito efetivo na hora da gravação.
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