Delegacias especializadas atenderam quase 800 mil mulheres em 2025
No momento em que a Lei Maria da Penha acaba de completar, na sexta-feira passada, 20 anos, o 10º Diagnóstico das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres mostra que as unidades da Polícia Civil especializadas registraram cerca de 780 mil atendimentos em 2025.
O levantamento é feito pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) .
Segundo o levantamento, 53.517 agressores foram presos em flagrante e 2.539 armas de fogo legalmente registradas, que estavam em posse dos agressores, foram apreendidas.
A rede especializada conta com aproximadamente 6,2 mil profissionais em atuação.
Os atendimentos também resultaram no pedido de 302.626 medidas protetivas de urgência.
Do total, 118.672 foram concedidas, sendo 74,2% delas classificadas como concedidas integralmente.
Segundo o diagnóstico, mais de 38 mil medidas foram descumpridas pelos agressores.
A Região Sudeste concentrou o maior número de vítimas atendidas: 125.769 casos, o equivalente a 47,8% do total nacional.
Na sequência aparecem o Nordeste, com 53.067 vítimas (20,2%); o Centro-Oeste, com 43.662 (16,6%); o Sul, com 21.087 (8%); e o Norte, com 19.712 (7,5%).
Entre os estados, São Paulo registrou o maior número de vítimas atendidas, com 84.103.
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