Medicamentos incorporados ao SUS podem levar anos para chegar aos pacientes
A incorporação de um medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS) não significa que o tratamento passa a estar disponível imediatamente para a população.
Depois da decisão de incluir uma nova tecnologia na rede pública, ainda são necessárias medidas para definir quem será responsável pela aquisição, quanto será investido, como o produto será distribuído e quais pacientes poderão recebê-lo.
Na oncologia, esse processo chama atenção pelo tempo de espera.
Um levantamento da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), divulgado em julho, identificou que 12,7% dos princípios ativos contra o câncer que aparecem tanto na lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto na relação brasileira ainda não estavam disponíveis aos pacientes do país.
Leia também: OAB pede providências contra juiz flagrado bebendo em julgamento A análise considerou 112 princípios ativos usados no tratamento de diferentes tipos de câncer.
Desse total, 71 estavam presentes tanto na relação da OMS quanto na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename).
Segundo o levantamento, porém, parte desses produtos ainda não havia chegado à rede pública.
O cenário evidencia que a decisão de incorporar uma tecnologia é apenas uma das etapas para garantir o acesso ao tratamento.
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