Dino e Gilmar defendem respeito às urnas e união após vitória de Lula
Os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fizeram manifestações após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (25).
Lula derrotou Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno e conquistou seu quarto mandato.
O resultado foi confirmado pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h08, quando 97% das urnas estavam apuradas.
Nas mensagens, os dois ministros do Supremo ressaltaram a importância do respeito ao resultado das urnas e às instituições democráticas.
Dino desejou sucesso a todos os eleitos e afirmou que a “persistência democrática deve sempre ser enaltecida”.
Gilmar declarou que “o respeito à vontade popular é o alicerce do Estado Democrático de Direito”.
Gilmar também defendeu união, responsabilidade e diálogo entre forças políticas depois do fim da disputa eleitoral.
Em publicação nas redes sociais, o ministro disse que a eleição evidenciou a “vitalidade, a força e a maturidade da democracia brasileira”. - Esta reportagem está em atualização Dino lembra Diretas Já e defende respeito entre brasileiros Em sua manifestação, Flávio Dino fez referência à campanha das Diretas Já, da qual disse ter participado em 1984, e afirmou que o país chega ao fim de mais uma eleição presidencial com a certeza da realização de novos pleitos.
“Constato, mais uma vez, que tal campanha se revelou vitoriosa, pois chegamos ao final de uma eleição presidencial com a certeza de que outras virão.
Em um país marcado por tantas rupturas institucionais desastrosas, essa persistência democrática deve sempre ser enaltecida”, afirmou.
O ministro também citou o pluralismo político previsto na Constituição e defendeu respeito entre os brasileiros.
“Pedradas, tiros, chicotes e pessoas acorrentadas, símbolos nazistas e coações nunca mais devem fazer parte de um processo eleitoral no nosso país, já que são condutas ilegais”, declarou.
Dino afirmou ainda esperar que os agentes políticos encontrem “bons caminhos de governança” e destacou a necessidade de políticas públicas, especialmente para os mais pobres.
Ao final, pediu que sociedade civil, agentes do mercado, trabalhadores, empresas de mídia e líderes religiosos, entre outros setores, transmitam “mensagens de paz e ponderação”.
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