Brasil leva experiências do SUS sobre menopausa e doenças raras à ONU
O Ministério da Saúde apresentou, nesta quarta-feira (23/9), em dois eventos da Semana de Alto Nível da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, experiências do Sistema Único de Saúde (SUS) na integração do cuidado à menopausa à Atenção Primária à Saúde (APS) e na organização da atenção às pessoas com doenças raras.
As ações incluem rede especializada, triagem neonatal e sequenciamento genético para ampliar o diagnóstico.
Leia mais: Ministério da Saúde lança atendimento on-line para vício em apostas No primeiro evento, o debate abordou caminhos para integrar de forma permanente a atenção à menopausa aos sistemas de saúde, com foco na Atenção Primária, além da necessidade de ampliar pesquisas, qualificar profissionais e fortalecer políticas públicas sobre o tema.
Entre as iniciativas em desenvolvimento no Brasil, as ações de formação de profissionais, a elaboração de orientações nacionais para o cuidado durante a transição menopausal e a menopausa e iniciativas de disseminação de boas práticas no SUS foram destaques.
O objetivo é o de fortalecer a capacidade da rede de oferecer informação, acolhimento e cuidado adequado às necessidades das mulheres.
Leia também: Mudanças no clima e ecossistemas ampliam risco de novas doenças No segundo encontro, que reuniu representantes de governos, organizações da sociedade civil, pessoas que vivem com doenças raras e outros atores da saúde global, foi discutido como transformar compromissos internacionais em ações concretas de diagnóstico, cuidado e acesso a tratamentos.
Segundo a pasta, o Brasil conta, desde 2014, com uma Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no SUS.
Atualmente, a rede especializada reúne 60 serviços habilitados, que atuam na atenção e no acompanhamento de pessoas com diferentes condições raras.
Outro tema debatido foi o acesso às terapias inovadoras e o desafio de conciliar a incorporação de novas tecnologias com a sustentabilidade dos sistemas universais de saúde.
Leia mais: Defensoria Pública atua em novo protocolo de saúde para pessoas trans Entre as medidas adotadas pelo Brasil estão mecanismos de compartilhamento de risco para o acesso ao Zolgensma, utilizado no tratamento da atrofia muscular espinhal (AME), além de iniciativas de desenvolvimento clínico, transferência de tecnologia e fortalecimento da produção nacional.
No cenário internacional, o Brasil está disposto a compartilhar experiências e ampliar a cooperação, inclusive por meio da cooperação Sul-Sul, em áreas como triagem neonatal, organização das redes de cuidado e acesso a tecnologias.
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