Kim diz que sistema do Missão tentou barrar filiação de Flávio
Deputado afirmou que cadastro foi feito com e-mail institucional do senador e que TSE manteve filiação mesmo após alerta de divergência
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou nesta quinta-feira, 13, que o sistema do partido tentou impedir a filiação de Flávio Bolsonaro à legenda após identificar divergências nos dados apresentados no cadastro. Segundo ele, a informação foi enviada automaticamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que manteve a filiação.
Em pronunciamento ao lado de integrantes da direção do Missão , Kim apresentou uma linha do tempo do episódio e disse que o cadastro foi realizado em 2 de agosto por alguém que tinha acesso ao e-mail institucional de Flávio Bolsonaro no Senado.
Segundo o deputado, o sistema do partido tem até dez dias para enviar os cadastros ao TSE. Assim, a filiação foi processada automaticamente na quarta-feira, 12.
“Nenhum de nós olha isso manualmente, porque existem milhares de filiados, o sistema faz isso automaticamente” , afirmou.
De acordo com Kim Kataguiri , o sistema identificou divergências entre o título de eleitor, o CPF e os demais dados informados. O alerta teria sido encaminhado ao TSE junto com a tentativa de filiação.
“O próprio sistema, portanto, tentou impedir a filiação mandando isso para o TSE. O TSE negou” , disse.
O deputado afirmou que não houve ação manual de integrantes do Missão para efetivar a filiação e rejeitou qualquer responsabilidade do partido pelo episódio.
“Não existe nenhuma responsabilidade nossa, como insinuações levianamente estão sendo colocadas” , declarou.
Kim também mostrou registros do sistema que, segundo ele, indicam que mensagens sobre o processo foram abertas por alguém com acesso ao e-mail institucional de Flávio Bolsonaro .
De acordo com o deputado, houve acesso às mensagens relacionadas à confirmação da filiação e ao envio das informações ao TSE.
“Quem tem acesso ao e-mail do Flávio abriu e clicou na filiação enviada ao TSE” , afirmou.
Para Kim Kataguiri , o episódio também levanta questionamentos sobre o funcionamento do gabinete de Flávio Bolsonaro . O deputado afirmou que a equipe do senador deveria ter identificado as mensagens recebidas no endereço institucional.
“O gabinete do Flávio foi negligente em não abrir o e-mail institucional” , disse.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.