Dirigentes do Juventus associativo viram alvo de denúncia por suposto desvio milionário no clube
Uma investigação aberta no mês passado pela Polícia Civil de São Paulo (SP) tem como alvos integrantes da alta cúpula do Juventus associativo.
Segundo informações divulgadas inicialmente pelo GE, a apuração tem como alvos Dilson Tadeu Deradeli e Carlos Eduardo Pedroso , que presidem, respectivamente, a Diretoria Administrativa e o Conselho Deliberativo do clube da Mooca.
Os outros investigados são os advogados Luma Zaffarani e Guilherme Rodrigues, que mantinham um relacionamento amoroso.
Após o término do romance, porém, Rodrigues prestou depoimento à Polícia Civil, fornecendo informações detalhadas, incluindo planilhas e documentos bancários que comprovariam o suposto esquema operado por ele e a ex-mulher – e que também teria como beneficiários os dois dirigentes.
Deradeli e Pedroso tiveram participação essencial na criação e venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Juventus, ocorrida no ano passado.
Atualmente, o futebol do clube é gerido pela Contea Capital . Vale lembrar que as denúncias não envolvem a SAF, mas sim a associação do Juventus.
Os desvios teriam ocorrido, segundo a denúncia, por meio do pagamento de honorários advocatícios a Zaffarani e Rodrigues, que posteriormente repassariam uma parte desses valores a Deradeli e Pedroso.
Na venda da SAF, por exemplo, o casal teria embolsado R$ 2 milhões, dos R$ 20 milhões a serem pagos pela investidora ao clube, sob pretexto de que ambos teriam estruturado o projeto.
O valor seria então dividido em três partes. A investigação constatou repasses em dinheiro de R$ 341,2 mil para Pedroso e de R$ 224 mil para Deradeli, ocorridos no fim do ano passado, além de outros R$ 350 mil, em maio de 2026.
Segundo o depoimento prestado por Rodrigues à Polícia Civil, o grupo teria realizado desvios em pagamento feito pela escola bilíngue Maple Bear , que recentemente passou a alugar parte da sede do Juventus associativo.
A instituição de ensino adiantou R$ 500 mil, relativos aos R$ 3 milhões previstos no contrato de locação firmado com o clube (o acordo tem 20 de anos de duração).
O adiantamento teria sido apropriado por Rodrigues (R$ 25 mil), Deradeli (R$ 106 mil) e Pedroso/Zaffarani (R$ 369 mil).
Outra denúncia envolvendo o Juventus associativo foi apresentada pelo conselheiro Eduardo Pinto Ferreira e tem a ver com a terceirização do estacionamento do clube à Retaguarda Assessoria Empresarial e Comercial Ltda.
Segundo o GE, Ferreira relatou à polícia que passou a sofrer intimidação de Pedroso depois de descobrir uma suposta irregularidade no contrato, que teria sido firmado sem licitação e ocasionado prejuízo financeiro ao clube, que antes faturaria de R$ 70 mil e R$ 100 mil mensais com a operação própria do espaço, mas viu as receitas caírem para cerca de R$ 40 mil ao mês, após a concessão.
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