CPI é aberta para investigar suspeita de rombo de R$ 80 milhões em livros didáticos em Cuiabá
A Câmara informou que dará sequência aos procedimentos regimentais para o início dos trabalhos e que a comissão terá 120 dias, contados a partir da instalação, para conduzir as apurações Reprodução A Câmara Municipal de Cuiabá oficializou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar suspeitas de fraudes e superfaturamento na compra de livros e materiais didáticos pela Secretaria Municipal de Educação.
A investigação apura possíveis irregularidades que podem representar um prejuízo de até R$ 80 milhões aos cofres públicos.
A criação da comissão foi formalizada pela Resolução nº 19, assinada pela presidente da Câmara, Paula Calil (PL), e publicada na Gazeta Municipal nesta quarta-feira (21).
Os trabalhos estão previstos para começar nesta quinta-feira (22), com prazo de 120 dias para a apuração.
O valor de R$ 80 milhões é uma estimativa relacionada às denúncias e ainda não representa um prejuízo comprovado.
A CPI será presidida pelo vereador Demilson Nogueira (PP).
Marcus Brito Júnior (PV) ocupará a vice-presidência, e Tenente-Coronel Dias (Cidadania) será membro titular.
Os suplentes são Wilson Kero Kero (Democrata), Marcrean Santos (MDB) e Cezinha Nascimento (União). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp As suspeitas vieram à tona em maio deste ano, quando o prefeito Abilio Brunini (PL) apontou possíveis irregularidades nas compras realizadas pela Secretaria Municipal de Educação.
Entre os casos questionados está a aquisição de livros de informática para escolas que, segundo informações divulgadas pela Câmara, não tinham laboratórios de informática em funcionamento nem ofereciam a disciplina na grade curricular.
Agora no g1 As denúncias também motivaram a abertura de um procedimento pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
Contratos relacionados à compra de livros e materiais pedagógicos passaram a ser analisados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
A CPI deverá apurar possíveis irregularidades nos contratos, incluindo suspeitas de sobrepreço, uso indevido de recursos públicos e atos de improbidade administrativa.
A resolução que oficializou a comissão, no entanto, não especifica quais contratos serão analisados.
Em maio, o ex-secretário municipal de Educação Amauri Monge prestou esclarecimentos aos vereadores sobre as compras de materiais didáticos e negou irregularidades nas aquisições.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso.