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Mbappé tenta amenizar irritação na China após comentário sobre meme de Mao

UOL Esporte ·
Mbappé tenta amenizar irritação na China após comentário sobre meme de Mao

XANGAI/HONG KONG/LONDRES, 27 Out (Reuters) - O capitão da seleção francesa, Kylian Mbappé, pediu desculpas nesta terça-feira, depois que marcas chinesas romperam laços com ele ​por causa de comentário referente ao falecido líder chinês ​Mao Tsé-Tung — um episódio que evidencia a rapidez com que celebridades internacionais podem enfrentar problemas em um mercado fundamental.

Em um vídeo que surgiu na internet na segunda-feira, ouve-se Mbappé dizer que o meme mais engraçado que ​ele já tinha visto de ⁠si mesmo era ​aquele em que seu rosto havia sido colado no de “um cara — acho ⁠que é um ditador chinês”, em uma aparente ​referência a um meme de Mbappé sobreposto a uma imagem de Mao, um dos vários que usam o rosto do jogador de futebol e de outras figuras históricas.

"Durante ‌uma entrevista recente, reagi a uma imagem ‌minha", disse Mbappé ​em um comunicado. "Meu comentário foi imprudente, e agora entendo que ele magoou muitas pessoas na China e em comunidades chinesas ao redor do mundo."

"Peço desculpas a todos que se sentiram ofendidos pelas ‌minhas palavras", acrescentou. "Essa, de forma alguma, foi a minha intenção. Tenho um profundo respeito pelo povo chinês e por sua história, e sinto muito, sinceramente."

Na China, sátiras ou piadas sobre Mao, o líder que governou o país de 1949 até sua morte em 1976, são consideradas desrespeitosas e continuam sendo um tabu social.

“Uma observação sobre um meme da internet provocou uma reação negativa entre seus fãs chineses, ameaçou suas lucrativas relações comerciais e serviu como um forte lembrete dos limites da influência das celebridades”, afirmou ‌o veículo de mídia estatal China Daily.

O episódio faz de Mbappé — uma das estrelas do esporte mais proeminentes do mundo, que mantém parcerias com empresas que vão ​da marca de roupas esportivas On Holding à rede de hotéis Accor e à fabricante de brinquedos Lego — o mais recente a cometer um ‌deslize na China.

Outras empresas e organizações de destaque que já despertaram a ira de Pequim, dos internautas e da mídia chinesa incluem a marca de moda Dolce & Gabbana, a fabricante ‌suíça de relógios Swatch e a NBA, ‌a liga nacional de basquete dos Estados Unidos.

Muitos veículos de mídia chineses condenaram na terça-feira as declarações de Mbappé, mas não as repetiram.

“O ⁠que ele disse? Muitos chineses preferem não repetir”, afirmou o jornal Global Times, apoiado pelo Estado.

“A mensagem dos consumidores chineses é clara: o respeito não é opcional; ninguém pode lucrar com a China enquanto a desrespeita. Nem pensar.”

Marcas como as empresas de laticínios Mengniu e Shanghai Milkground Food Tech, bem ​como a Eastroc Beverage, afirmaram ​que estavam suspendendo toda a cooperação com Mbappé, que joga pelo Real Madrid, com efeito imediato.

As empresas afirmaram que “se opõem firmemente e têm tolerância zero a quaisquer palavras ou ações que ofendam os sentimentos do povo chinês”.

(Reportagem ⁠de Aadi Nair, em Bengaluru, e Clare Jim, em Hong Kong; Reportagem adicional de Jacob Gronholt-Pedersen, em ​Copenhagen; Helen Reid, em Londres, e Alessandro Parodi, em Paris)

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.

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