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Estudo sobre dentes revela que o T. rex tinha sangue quente, semelhante a humanos

UOL Notícias ·
Estudo sobre dentes revela que o T. rex tinha sangue quente, semelhante a humanos

WASHINGTON, 16 Set (Reuters) - Com base em indícios químicos encontrados nos dentes do Tiranossauro rex, cientistas demonstraram que esse enorme predador era um animal de sangue quente -- com uma temperatura corporal próxima à de um ser humano --, em uma descoberta que, segundo ​eles, deve provocar uma mudança fundamental na percepção desse famoso dinossauro.

A composição química ​do esmalte de três dentes de T. rex desenterrados em Montana indicou que o dinossauro tinha uma temperatura corporal de 36,3 graus Celsius, com uma variação de mais ou menos 2,5° C, segundo os pesquisadores. Para os seres humanos, a temperatura corporal média é de 37° C.

Para efeitos de comparação, a temperatura corporal média do ​elefante, o maior animal terrestre existente, é de ⁠cerca de 36 °C, e do ​avestruz, maior ave existente, de aproximadamente 39° C. O tiranossauro estava entre os maiores dinossauros carnívoros.

As evidências ⁠do novo estudo de que o tiranossauro tinha sangue quente refutam a noção ultrapassada ​de que se tratava de uma criatura lenta e desajeitada.

“Ele deixa de ser um réptil da maneira como as pessoas imaginam os répteis. Um animal a 36° Celsius não fica esperando o Sol aquecê-lo. Ele é termicamente independente do ambiente ao seu ‌redor e, nesse aspecto, mais próximo de um elefante ou ‌de uma avestruz do ​que de um crocodilo”, disse a geocientista da UCLA Aradhna Tripati, autora sênior da pesquisa publicada nesta quarta-feira na revista Science Advances.

O tiranossauro vagava pelo oeste da América do Norte durante o Período Cretáceo, há cerca de 66 milhões de anos, no fim da era dos dinossauros. Seus fósseis são encontrados ‌desde o norte, nas províncias canadenses de Alberta e Saskatchewan, passando pelo sul pelos Estados norte-americanos de Montana, Wyoming e as Dakotas, até o Novo México e o Texas.

Tripati disse que modelos climáticos indicam que o tiranossauro teria sido capaz de habitar a maior parte do continente, “incluindo ambientes frios onde teria enfrentado temperaturas congelantes. Trata-se de um animal muito mais móvel e adaptável do que as pessoas imaginam”.

A endotermia, habilidade de manter o sangue quente, envolve a capacidade de um animal de gerar e conservar calor metabólico interno. Isso proporciona certas vantagens fisiológicas, como energia e resistência sustentadas, assim como a capacidade de prosperar em climas quentes e frios. Aqueles com sangue frio, ou ectotermia, dependem de fontes externas de calor para aquecer seus corpos, caso de crocodilos ‌e cobras.

“A endotermia é comum em animais de grande porte e até mesmo em alguns peixes. No entanto, ela tem um custo”, disse Robert Eagle, geobiologista da UCLA e coautor do estudo.

“Taxas metabólicas mais elevadas significam maior necessidade de alimento e, potencialmente, ​uma caça mais ativa para obtê-lo. Um T. rex endotérmico teria que obter significativamente mais alimento para sustentar sua taxa metabólica mais elevada, mas também seria capaz de uma atividade mais sustentada para encontrar alimento, migrar e ‌viver em ambientes mais frios”, disse Eagle.

Aves e mamíferos são endotérmicos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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