Mercados de sexta digerem juros, petróleo e eleição
Mercados da Ásia sobem e Europa cai nesta sexta, enquanto futuros de Nova York avançam puxados pelo setor de tecnologia
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O Banco do Japão elevou nesta madrugada sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 1,25% ao ano, o maior patamar desde 1995, fechando a semana mais carregada de decisões monetárias do ano.
Antes disso, na quarta-feira, o Federal Reserve havia subido os juros americanos e o Banco Central brasileiro cortado a Selic. A decisão do BoJ pressionou o iene e ajudou a puxar as bolsas asiáticas para cima, com o Nikkei fechando em alta de 1,38%, o Hang Seng subindo 0,60% e o índice de Xangai avançando 0,94%.
Na Europa, o movimento é oposto, com Stoxx 600, DAX, FTSE 100 e CAC 40 em queda generalizada nesta manhã. Nos Estados Unidos, os futuros operam em alta, puxados pelo setor de tecnologia, com o Nasdaq Futuro subindo 0,52%, o S&P 500 Futuro avançando 0,24% e o Dow Jones Futuro com ganho de 0,07%.
O petróleo cai pelo segundo pregão seguido nesta sexta-feira, aliviando parte da pressão inflacionária que marcou o início da semana. O WTI recua 1,44%, cotado a 100,44 dólares o barril, enquanto o Brent perde 1,64%, a 103,10 dólares.
A queda decorre do aumento do fornecimento saudita de petróleo bruto, que compensa a redução das tensões no Estreito de Ormuz, cujo tráfego de navios caiu ao menor nível desde o agravamento do conflito no Oriente Médio. O Bitcoin, na direção contrária, sobe 1,75%, a 77.847,69 dólares.
No Brasil, o Ibovespa fechou a quinta-feira em alta de 0,24%, aos 185.992,03 pontos, sustentado pelo avanço de 2% da Vale, enquanto o dólar recuou 0,23%, a 5,1393 reais.
O mercado ainda ajusta as expectativas após o decreto de Lula, que reajustou o Bolsa Família em 15%, elevando o piso do benefício de 600 para 691 reais, com custo fiscal estimado de 5,8 bilhões de reais neste ano e 22 bilhões em 2027.
Paralelamente, o mercado repercute a pesquisa Datafolha, que aponta Lula com 46% contra 44% de Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno, resultado dentro da margem de erro.
Nesta sexta-feira, a agenda doméstica traz a divulgação da segunda prévia do IGP-M de setembro, enquanto nos Estados Unidos os investidores aguardam os dados de produção industrial referentes a agosto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.