Real perde força com eleições mais próximas e Goldman vê volatilidade maior à frente
O real voltou a perder terreno frente ao dólar nos últimos dias e acendeu um alerta entre investidores à medida que o mercado começa a incorporar os riscos associados às eleições de 2026.
Na última sexta-feira (14), a divisa americana teve a quinta sessão seguida de alta, a mais longa sequência desde dezembro do ano passado, quando houve sete altas seguidas.
Assim, a moeda fechou a R$ 5,2213 na venda, maior cotação desde 30 de março, e acumulando na semana uma valorização de 2,7%.
Em relatório, o Goldman Sachs avalia que a moeda brasileira entrou em uma fase de maior volatilidade e deve continuar sensível ao cenário político e fiscal nos próximos meses.
Segundo o banco, a força recente do real era, em grande parte, justificada pelos fundamentos da economia brasileira e pelo diferencial de juros em relação a outras economias.
No entanto, a proximidade da disputa eleitoral torna o balanço de riscos menos favorável para novas apostas de valorização da moeda.
Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta segunda Índices futuros dos EUA começam semana sem direção Após uma semana em que o real apresentou desempenho inferior ao de outras moedas de países emergentes de perfil semelhante, o Goldman Sachs avalia que o movimento eliminou o pequeno prêmio de valorização que havia sido construído ao longo de julho, deixando o câmbio em um ponto mais equilibrado do ponto de vista tático.
Eleições entram no radar do mercado Para os analistas, uma das dificuldades para o real voltar a ganhar força de forma consistente está na incerteza em torno do cenário eleitoral e, principalmente, das implicações fiscais dos diferentes resultados possíveis das eleições.
O banco destaca que a moeda deverá reagir não apenas às mudanças nas probabilidades atribuídas aos candidatos, mas também à percepção dos investidores sobre o compromisso do próximo governo com o equilíbrio das contas públicas.
Na visão da instituição, mesmo que o real apresente períodos de recuperação ao longo dos próximos meses, será difícil observar uma valorização mais intensa sem sinais concretos de consolidação fiscal após o pleito.
Por isso, o Goldman Sachs acredita que o dólar dificilmente ficará de maneira sustentada abaixo de R$ 5,00 no curto prazo.
Novas projeções para o câmbio Refletindo esse cenário, o banco revisou suas estimativas para a taxa de câmbio.
A instituição passou a projetar o dólar a R$ 5,20 em três meses e R$ 5,10 em seis meses, ante previsões anteriores de R$ 4,90 e R$ 5,00, respectivamente.
Para o horizonte de 12 meses, a projeção foi mantida em R$ 5,00.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.