Japa do PCC segue com tornozeleira mesmo após decisão judicial
Karen de Moura Tanaka Mori , conhecida como Japa do PCC, continua usando tornozeleira eletrônica mesmo após a Justiça de São Paulo revogar o uso do monitoramento duas semanas atrás .
A situação acontece por conta de um impasse na entrega dos passaportes da ré à corte.
A Justiça condicionou a revogação das medidas cautelares da Japa do PCC à entrega dos passaportes dela às autoridades.
Segundo o advogado de Karen, ela entregou o documento que tinha em mãos, vencido em 2008.
A defesa alega que um outro passaporte, este com data de validade em vigor, teria sido apreendido pela Polícia Civil , mas não foi inserido no processo .
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O espaço segue em aberto.
O advogado da Japa do PCC afirmou ao Metrópoles que a mulher vai usar a tornozeleira eletrônica enquanto a Polícia Federal (PF) não cancelar o passaporte apreendido , com validade até 2028.
Lavagem de dinheiro e organização criminosa Karen cumpre prisão domiciliar desde 2024 por suspeita dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Na ocasião da operação que resultou em sua prisão, a Polícia Civil apreendeu mais de R$ 1 milhão em dinheiro em espécie em sua residência, além de um veículo de luxo e mais de US$ 50 mil.
De acordo com as investigações, Karen mantinha relacionamento amoroso com Wagner Ferreira da Silva, conhecido como “Cabelo Duro”, apontado como um dos principais integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Após a morte dele, em 2018, ela abriu empresa e passou a movimentar valores considerados incompatíveis com seu patrimônio anterior.
Segundo a apuração, a movimentação financeira ultrapassou R$ 35 milhões.
Segundo a linha de investigação, a “Japa do PCC” teria utilizado recursos provenientes do tráfico nacional e internacional de drogas para investir em negócios do setor de beleza, empreendimentos imobiliários e empresas de fachada, com o objetivo de ocultar a origem ilícita do dinheiro.
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