Fraldas, ofensas e ausências: o resumo do primeiro debate entre candidatos a presidente
O primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República neste domingo, 23, foi marcado mais pelas ausências do que pela presença de nomes que, somados, não atingem 10% das intenções de voto, de acordo com os levantamentos mais recentes.
Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) não fizeram ataques entre si, mirando o foco somente no candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e no senador Flávio Bolsonaro (PL), líderes das pesquisas, que optaram por não participar –o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) também não compareceu, mas não foi lembrado pelos adversários.
Renan repetiu nos estúdios da Band a postura combativa que adota nas redes sociais, em várias ocasiões dirigindo xingamentos a Lula e Flávio, chamando-os de criminosos e atacando-os pela ausência, sem poder ser rebatido em diretos de resposta.
Ele já havia sinalizado que adotaria essa conduta ao chegar nos estúdios carregando duas fraldas, uma escrito Lula e a outra, Flávio.
Ele chegou a ser advertido pela organização quando tentou cobrir o púlpito vazio do presidente com um papel dizendo “Ladrão”.
Questionado se faria os mesmos ataques com os adversários presentes, ele disse que é claro.
“Seria bem mais interessante”, afirmou.
Em certo momento, o adversário Augusto Cury deu-lhe um puxão de orelha.
“Renan, a sua agressividade me assombra”, falou.
“As ideias podem até ter fundamento mas a agressividade asfixia a capacidade de as pessoas terem as próprias opiniões.” Cury, que concorre pela primeira vez e não tem histórico político, arrancou risadas do público no estúdio ao agradecer Renan por acreditar em sua candidatura, ao ser perguntado como seria o primeiro dia de seu governo, e ao convidar Caiado para ser seu ministro.
De acordo com a equipe do escritor, o convite foi espontâneo.
Cury quase não participou do evento: ele chegou ao estúdio com a intenção de fazer um pronunciamento no portão e ir embora, diante das ausências dos adversários.
Minutos antes do início, mudou de ideia e entrou, citando respeito à imprensa e à organização.
Ele e Caiado são amigos, e se cumprimentaram várias vezes no palco durante o programa.
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