Mudanças de Fernando Diniz desmontaram o time do Corinthians
É incrível como Fernando Diniz desmonta a organização e o equilíbrio de um time quando está perdendo. Isso acontece em todos os times por onde passou. É um absurdo fazer o Corinthians ficar num 4-2-4 e com um volante na lateral direita contra o Coritiba no Couto Pereira.
Um jogo que está 1 x 0 para o adversário continua aberto; é só não perder a organização. Mas aí ele começa a mexer no time e, na sequência, toma o segundo gol. Quando o centroavante Paulo Roberto fez o segundo gol do Coritiba, o Corinthians tinha só o Matheus Pereira e o Allan no meio, com Kaio César, Gui Negão, Memphis e Dieguinho no ataque. Para que ter quatro atacantes fora de casa com o jogo em aberto?
Depois disso, o Corinthians parecia time de amigos em churrasco de sábado, ou seja, duas turmas: aquela que ficava atrás (mas que avançava também) e outra que só ficava na frente. Na criação, nada! Ficou sem criatividade e sem infiltração, facilitando a marcação adversária.
O Corinthians estava jogando bem com Bidon e Carrillo, mas quando o treinador começou a tirar os criativos e colocar atacantes abertos, ficou um buraco no meio e espaço para contra-ataques. Outra coisa que quebra o time é mandar o Raniele para a lateral direita. Ele não tem nenhuma característica para atuar ali: não tem velocidade para correr atrás do ponta, não apoia pelo lado, não faz ultrapassagem e a frente fica toda congestionada. Aí o time só faz chuveirinho na área de qualquer lado e de onde estiver, tanto que acabou fazendo seu gol com um cruzamento quase do meio-campo.
Depois das mudanças, além de tomar o segundo gol, o Corinthians viu o Coritiba tomar conta do jogo porque ficou totalmente previsível. E poderia ter sido pior, pois a defesa ficou desprotegida e muito lenta. Uma partida em que daria para trazer pelo menos um ponto ficou sem nenhum por afobação e impulsividade do treinador.
Agora terá uma semana de folga, porque não está mais na Copa do Brasil, para no domingo enfrentar o Santos na Neo Química Arena — e só a vitória interessa para não se complicar no Brasileirão.
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